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ArquibancadaSergio Brandão

Eu não acredito!

Tcheco é mantido como treinador e Paulo Pelaipe admite contratação de reforços. Assim como Wilson, se manifestando nas redes sociais, que sensibiliza e mobiliza grande número de torcedores, todos motivados com o último resultado de vitória no Rio Grande do Sul.

Bastará mais um resultado duvidoso, em casa, contra o Boa, para novamente colocar água fria na fervura. Mesmo que ainda reste torcida pelo contrário, por mais uma vitória que nos aproxime ainda mais do G4.

Como não admitir que torcemos para que finalmente este time nos dê alguma alegria? Como não admitir que mesmo desacreditados, torcemos, ou eu pelo menos torci pela nova gestão. Que Samir fosse capaz de trazer novos ares ao Alto da Glória.

Acreditar neste grupo, foi torcer e querer acreditar em Sandro Forner, como foi, mesmo desconfiando, que Benitez e Simião eram contratações pontuais. Que os meninos da base, os piás do Couto, pudessem nos dar as alegrias que há anos esperamos.

Acabamos engolindo novas frustrações e as decepções vão blindando uma torcida já bastante sofrida, mas que por conta da paixão ainda arruma alguma motivação para ir aos jogos e numa vitória nada convincente, contra um adversário igualmente fraco e com as calças na mão, ainda acha esperanças onde não há mais o que esperar.

A vitória contra o Brasil de Pelotas, a chegada de um novo comandante para o departamento de futebol, os brados de “eu acredito” do nosso goleiro, já não são suficientes para startar um novo momento.

É preciso mais que isso. É preciso futebol para jogar futebol. É preciso não errar mais e ter quase 100% de acerto, para quem só errou até aqui.

Eu não acredito! Me resta apenas a torcida.


Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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