Fecha a boca, Kleber!
O misto de temperamento de jogador de raça, se confundiu durante muito tempo com o descontrolado atleta, que perdia a cabeça e que deixou na mão seus companheiros em partidas importantes pelos vários clubes que passou.
Aos poucos a vida vai ensinando que as coisas não são bem assim e a gente se vê obrigado a amadurecer e aprende a se controlar. Mas o dinheiro, a fama e a cabeça ainda em formação, atrapalham um pouco este caminho de amadurecimento.
Tem sido assim com Kleber no Coritiba, onde o jogador é outro sem nenhuma dúvida. Mais maduro, menos ou quase nada briguento dentro de campo, Kleber já há muito tempo conquistou a torcida Coxa-Branca. Líder dentro de campo, ganhou a faixa de capitão e como tal vem se comportando.
Kleber, que de bobo não tem nada, sabe disso tudo e anda fazendo seu marketing pessoal dando declarações de amor eterno ao Coritiba, respondendo a repórteres menos avisados, ouvindo dele que o Cortiba é grande como todos os clubes grandes e que aqui pretende encerrar sua carreira como atleta profissional. O amor eterno do ex-gladiador, atual cuspidor, arrumou um lugar no coração da torcida e de lá não sai tão fácil.
Minha opinião sobre o cuspe que Kleber deu no voltante Edson? Lance normal de um caráter ainda em formação. Um escorregão normal. Um deslize que certamente deve até atormentar o jogador, fazendo se sentir culpado pelos pontos perdidos em casa.
O Coritiba não ganhou enquanto Kleber esteve em campo e não ganharia com ele, se tivesse ficado até o final da partida.
A partida contra o Bahia deve ser esquecida, ficar apenas como lição. Ninguém esteve bem. O time todo esteve abaixo do que devia ter jogado. Não deu... esqueçam o Bahia e bola pra frente. Não encham o saco deles. Deixem trabalhar, com o mínimo de interferência possível.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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