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ArquibancadaSergio Brandão

Fim de casamento ou lua de mel?

O presidente do Coritiba parece noivo impotente em lua de mel. Esteve com a noiva durante anos, mas só depois do casamento fala das suas dificuldades.

Seguindo a máxima que rola por aqui, começo a achar que muitos podem ter razão, pedindo que o casamento seja desfeito. Mas certo é que o casório só terá fim se o próprio noivo pedir pela anulação do matrimônio, no que não acredito.

Vai tentar a qualquer preço manter o casamento nem que seja preciso o uso do “azulzinho” (citrato de sildenafila), mesmo com o risco de ter uma crise conjugal sem precedentes, com o fim inevitável do casamento, além de problemas colaterais por consequência do uso abusivo do medicamento.

Se a analogia for feita com um casamento de anos, as obrigações são com a rotina, nos últimos meses. Obrigações num casamento que há anos já deixou a fase de lua de mel para entrar no inferno astral e daí não conseguir mais sair. Carrega o peso de ter sido grande, de ter dado conta do recado, e agora não é mais.

Sua exigente patroa não aceita mais esta condição de “marido meia boca”. Em casa ou fora, com ela ou com outra, mas isso agora não importa mais. Sucesso é o mínimo que se espera, porque sempre teve o melhor.

O que ainda é possível discutir, são as condições, fáceis ou difíceis de uma peleja. No mais, não admite que a brincadeira termine nas preliminares. Nem com derrotas e nem empates, seja onde for, em casa ou fora.

Se Samir sabia dos problemas financeiros do Coritiba e achou que mesmo assim teria controle da situação, esqueceu que no seu vácuo teria uma torcida mal acostumada e por isso muito exigente e que por tudo isso, modificaria sua vida muito mais do que poderia imaginar, tendo como principal adversário sua própria gente, onde ele próprio foi criado. A exposição anda sendo pior. Um tiro no pé.

Acredito que Samir esteja vivendo os piores dias de sua vida. Vou além: acho que a esta altura, pelo menos algumas vezes já pensou que voltar ao conselho e às suas aulas na faculdade, seria uma decisão mais inteligente.

Pior é saber que esta segunda etapa de contratações está chegando ao fim. Alisson Farias talvez seja o principal nome que chega e não teremos nada muito além disso. Começamos a apostar que atletas como Simeão, Alvarenga, Benitez, etc. etc. etc. sejam abduzidos ou iluminados pelo divino espirito santo e vivam no Coritiba a melhor fase de suas carreiras.

Que Rusch, V. Carvalho, Thalisson Kelvin, Alex Alves, Bruno, Romércio, Abner e Carlos Cesar, em suas passagens pelo departamento médico, vejam muitos filmes ou vídeos do Coritiba dos anos 60 e 70, e sejam tomados pelo espirito de Zé Roberto, Kosilek, Passarinho, Abatiá, Paquito, Leocádio, Nico, Hermes ...

Como noivo ainda em lua de mel ou veterano num casamento de anos, não dá pra aceitar o atual rumo que estão dando ao Coritiba. É que do lado de cá, ainda resta muito conselho coerente que pode salvar este casamento, mas a teimosia ainda impera e vai sacramentando o fim do romance.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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