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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Foi bom pra você?

Foi bom pra você?
Foi bom pra você?
Até tentaram, mas não teve jeito. Chegaram a fechar o teto retrátil para evitar a chuva de gols, mas não deu ... estava escrito nas estrelas... era dia do time de Pachequinho.

Não me levem a sério. É que hoje não dá pra ser sério aqui. Não saberia avaliar o time, o futebol de cada um. Mesmo que tenha jogado o fino da bola. Que tenha vestido smoking para esta apresentação de gala. Principalmente no primeiro tempo, pelo que vimos no YouTube.

Hoje foi dia não só de devolver o resultado da primeira partida da decisão do ano passado, mas ainda com um algo mais: foi na casa deles. Não ficou aí. Fomos além. Tambem era dia de gol de Kléber (o primeiro em atletiba), com direito a golaço de Iago, com direito a baile, pagando ingresso, mas com direito de assistir a soberba cair de joelhos diante do maior do Paraná e se desmanchar de ódio. Sim, porque de cima do salto que calçavam, o tombo foi maior e se machucaram, nos dando mais uma vez a bela imagem de aos 40 minutos da segunda etapa, mostrar um estádio vazio. De cadeiras vazias e do outro lado a alegria, a festa merecida de uma torcida que precisava de um resultado destes para começar a se reerguer.

Hoje foi dia de deixar de lado os problemas, o brasileirão que aí está , o jogador de meio campo que ainda procuramos, a incompetência de dirigentes... hoje foi dia de abraçar nossa bandeira e encher o saco de atleticano, até estourar.

Teremos ainda a semana toda para isso. Será a semana de guardar dinheiro e tomar o caminho do Couto, no próximo domingo.

Hoje é dia do chorar de emoção, de gritar e de dizer “Chupa poodle”!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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