Foi de doer!
Pra quem quiser, ou preferir, deixo outra comparação. Uma que fiz semana passada, com prateleira de mercadinho de bairro. Algumas prateleiras bem vazias, só com porcarias, sem nenhum produto de primeira necessidade. É o que também parece este Coritiba que nos deram para torcer.
Escolha a comparação, fique com uma, a que melhor lhe convier, ou se junte a mim e faça a sua. Só que como eu, se prepare para tomar paulada de uma turma dos apaixonados, os que não admitem brincadeiras com uma situação como esta. Por quem quem eu nutro uma admiração especial. Sinceramente respeito e admiro. A turma que nutre amor incondicional pelo clube.
Desde já vou avisando aos mais exaltados, aos mais grosseiros, se é que vão surgir. Não responderei a nenhuma grosseria. Troco ideias, com todos apenas ideias, não acusações ou provocações.
No segundo gol, o da virada, não sabia se chorava ou ria. Era o retrato da fatalidade, da incompetência, da prateleira sem produtos de primeira necessidade. De um grupo moralmente abatido desde o inicio do segundo tempo, sem que alguém conseguisse explicar o que de fato aconteceu, para que o time retraísse, voltasse tanto assim.
A falta de preparo físico ficou clara numa jogada de Negueba pela direita, quando até passou pela marcação, mas já tropeçando nas próprias pernas e caindo mais adiante. Aquela cena me revelou bem a falta de força moral, física, e emocional. O Coritiba não sabia e nem tinha mais força para sair daquela pressão absurda que tomou durante todo o segundo tempo.
Me lembrou os velhos tempos de adolescente quando arrumávamos um joguinho do time da rua contra uns times desconhecidos, mas infinitamente melhores que o nosso e tomávamos uma surra inesquecível. O Corinthians só não fez o serviço antes, porque também não é lá estas coisas.
Não fica muita coisa nova pra ser dita. Patético o time, patético o presidente depois do jogo, patéticas todas as declarações de vestiário. Uma delas, a de Rafael Marques, cobrando dos companheiros que “o Brasileiro não é o campeonato regional”, como se depois de 5 rodadas, só agora vão conseguir entender que o brasileiro começou.
Piá de fundão de sala de aula, da bagunça, abalado psicologicamente que não consegue mais deixar as más companhias e se sentar lá na frente com a turma que estuda, que não sabe mais como fazer para ser um bom aluno.
Virada da raça Corinthiana?
Não, da incompetência Coxa!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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