Fundamento é fundamental
Coisa que se aprende na base para ser otimista, porque no campinho onde eu jogava bola e para o Coritiba que torci em ouytros tempos, atleta que não tivesse o domínio de todos os fundamentos, não era aceito.
Aquela turma nascia sabendo jogar bola e esta é talvez a grande diferença daquele para estes tempos de futebol. Naquela época não se aprendia fundamento porque o próprio nome já diz: é fundamento ou fundamental saber o básico, porque com esta idade, jogador de futebol profissional parar treinamento tático ou físico para aprender fundamento... a dominar uma bola, repetir passes de três metros, ensinar goleiro a sair numa bola alta, é o fim do mundo. Uma tolerância que já não tenho mais com este futebol.
No máximo dá para tolerar o aperfeiçoamento da técnica de cada um, mas fundamento é fundamental que esteja no sangue. Ou sabe ou não é jogador. Por isso, alguns atletas considerados medianos, se sobressaem, porque dominam o básico.
É mais ou menos como você chegar à universidade, levando tudo na flauta, e depois de formado descobrir que como engenheiro você é ruim de cálculo. Ou como médico não pode ver sangue.
De uns anos para cá o papel da base passou a ser este, mas como a base Coxa esteve às traças nos últimos anos, o resultado é que temos tido até aqui: jogadores formados pela metade. Lateral que se sabe atacar, mas não sabe defender, ou goleiro com boa estatura, mas não sabe sair do gol.
Nos anos 60 e 70, base era para aperfeiçoamento da técnica que nascia com o atleta, não para ensinar fundamento, coisa comum nos dias de hoje.
Me vejo cada vez mais distante deste futebol que andam me oferecendo.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (6)
