Futebol arte
Assim estamos com o Coritiba. Torcendo pela última página ou pela última cena. O problema tem sido a expectativa, criada quando a gente acha que o fim está próximo, mas sempre um fato novo transforma o livro numa segunda edição, desdobrado em capítulos ou uma série com várias temporadas com seus incontáveis capítulos. Tipo novela da Globo quando emplaca no Ibope, com seus vários meses de duração.
No Coritiba, atores ruins, roteiro mal escrito, com um cenário de mal gosto e um diretor perdido, que nunca dirigiu nem carroça. E olha que dirigir carroça não é assim tão simples como parece. Mas nem isso conseguem.
Nossa esperança mora no final do ano, quando temos a segurança que a temporada acaba, mas sem a segurança de saber quantos episódios nos esperam para 2021. O Coritiba se transformou num longa que reúne o que há de pior no seu conjunto da obra.
Está sendo difícil esta morte lenta sob a batuta do desafinado maestro Namur- pra mudar um pouco e colocar também a música neste pacote.
Injustiça faço eu de colocar belas artes, como a literatura, cinema e música, nesta analogia com este Coritiba que nos dão para torcer.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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