G4: até quando?
Leio por aqui alguns comentários afirmando que se o Coritiba estivesse disputando a Série A com este mesmo time, estaria certamente em último lugar.
Eu também não tenho dúvidas, mas creia que não seria este o time que nos dariam para torcer se estivesse na Série A. Imagino que teriam tido mais cuidado na montagem do elenco. Não que tivessem acertado nas contratações, como ainda não acertaram até aqui, mas teriam obrigatoriamente buscado mais qualidade e consequentemente gastado mais dinheiro.
Lembro que ano passado, quando caiu e logo em seguida Samir assumiu o clube com o discurso de corte nas despesas, cheguei a pensar que a sorte estava mudando de lado e as coisas começavam a mudar para o Coritiba.
A um preço alto, mas achei que estavam mudando. Só não contei com a teimosia a incompetência e com a falta de critério do Departamento de Futebol nas contratações, na montagem de um time tão ruim para disputar a segunda divisão. Achei que as coincidências duras, amargas, estariam vindo em boa hora. Quem sabe uma Série B para arrumar a casa e no ano seguinte voltar para nunca mais cair, com o clube mais estruturado.
Sim, não foi o que aconteceu e parece que não vai acontecer. Não precisa ser profundo conhecedor de futebol para entender isso. Aliás, os problemas passam muito mais por questões administrativas, com consequência no futebol. Como digo sempre, temos um time com a cara da nossa diretoria. Há anos vivemos assim.
Pela lógica, vamos a Florianópolis e perdemos a posição para o Avai, mas fica sempre a esperança. A esperança de torcedor que não abandona e acha que em algum momento a coisa vai. O problema é que estamos muito perto de também perder a tal esperança com o futebol que este time está jogando.
Se em anos anteriores brigávamos para fugir, e uma posição melhor que a décima sétima, já resolvia o nosso problema, este ano, mesmo em outro nível, este sobe e desce será a oscilação entre os sete primeiros da segundona.
Um campeonato diferente, onde não importa ser campeão, mas estar entre os 4 primeiros. Se conseguir fazer isto com este time, já estará de bom tamanho.
Por tanto presidente, sua missão não é difícil. Mas falta muito para nos dar a segurança de que com este time estaremos entre os quatro no final do ano.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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