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ArquibancadaSergio Brandão

Gol da Alemanha!

Não podia ser pior. Fim de uma invencibilidade, de uma sequência de vitórias contra o maior rival, no único momento que não podia perder para eles, pelo menos não assim, de 3 e da forma até fácil como foi.

Foi o fim praticamente de um sonho, de mais um titulo que tem tudo para ser perdido mais uma vez dentro de casa, quase nas mesmas circunstâncias do ano passado.

Prevaleceu o melhor futebol jogado pelo Atlético, a melhor organização dentro de campo, a luta que faltou ao Coritiba em toda a partida... acima de tudo organização e cabeça no lugar.

Quando a gente ouve alguém falar que um time jogou com o regulamento debaixo do braço, e no caso do Coritiba tendo apenas a vantagem de jogar a última em casa, não pode significar que o melhor seja jogar retrancado na partida fora de casa, sem dar um chute sequer ao gol adversário, tendo comportamento claro que entrou em campo disposto a arrancar um empate, mas mal arrumado para isso. Só sei que não é assim que se decide um campeonato, praticamente entregando de mão beijada a pequena vantagem que tinha.

Durante toda a partida, vi um Coritiba contaminado pelo “já ganhou” das redes sociais. Pareciam onze torcedores, mal arrumados dentro de campo, física e tecnicamente. De quem se esperava cabeça no lugar, quando o time parecia perdido, foi justamente de quem vi menos empenho e acertos.

Três lances fatais: falha de zagueiro, jogada ensaiada e uma falta na cara do gol, decidiram o jogo, além claro, do melhor futebol jogado pelo Atlético durante toda a partida.

Raça será a palavra de ordem até domingo. Raça que precisa ser achada durante a semana. Nos treinos , em preleções, em consultas com psicólogo etc. Além dela, quem sabe com um pouco de sorte e a volta de Juan e Ceará, que além de líderes, também se sobressaem com seus talentos, que ultimamente andam fazendo a diferença, determinem um destino melhor ao Coritiba.

“Eu acredito”, o mantra que guiou o Atlético Mineiro há pouco tempo na Libertadores, quem sabe seja o que nos resta. Mas pra isso, este grupo vai ter que jogar a partida de suas vidas, neste domingo.


É o que todos esperam , inclusive eles, nossos adversários. É até um exagero o respeito que dedicam nas entrevistas depois da partida. Coisa que parece ter nos faltado até aqui.

Mais do que nunca será um jogo que começa nesta segunda-feira, com mudança de postura, precisando de um novo caminho técnico. Porque se jogar como vem jogando, não será suficiente . Por isso raça é a palavra de ordem.

Quem sabe com mais um atacante, Leandro ou Ortega ao lado de Kleber. Não sei, só sei que Gilson Kleina precisa surpreender , precisa fazer muito além do feijão com arroz. Porque se fizer o de sempre, não vai levar, não será suficiente para reverter esta grande vantagem que o adversário leva para a decisão.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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