Imprudência
Não, não me apresento como seu substituto e nem como quem é dono da verdade. Apenas compactuo da mesma opinião da maioria que acompanha futebol e se não conhece todos os caminhos, pelo menos aprendeu a ler algumas situações óbvias, como esta de Ceará e Juan, jogando os 90 minutos de uma partida contra um São Paulo recheado de garotos, onde a correria sabidamente prevaleceria.
As duas escalações, mostram bem a situação de desespero que Kleina se enfiou. Escalar Ceará foi a maior delas. Veterano, recém recuperado de contusão, sem estar 100%, é no mínimo uma atitude irresponsável. Tenho duas razões para discordar: a primeira é que Dodô vinha dando conta do recado. Só uma pressão interna para voltar com Ceará justifica sua escalação. A segunda razão é a idade do atleta, voltando pós–contusão, num jogo onde sabidamente seria corrido, mesmo que Ceará seja uma das peças importantes do time, como vinha sendo.
A mesma avaliação é possível fazer quanto à volta de Juan. Também veterano, que vinha bem no time, mas parado pelo mesmo tempo (um mês), tendo tido apenas um treino com bola antes da volta.
Juan e Ceará podiam e deveriam mesmo compor o elenco para a partida contra o São Paulo, mas não jogar o tempo todo. Entraram para ganhar ritmo? Um risco irresponsável, que não podemos nos dar a este luxo.
Não há como se manifestar por aqui, nas últimas semanas, sem que Kleina não seja citado. Pior que isso é ter que falar mal. Há mais de um mês não nos oferece uma razão positiva para que seja citado positivamente. Não é possível ouvir na imprensa uma vez sequer o seu nome, sem que não esteja envolvido em questões no mínimo duvidosas, e principalmente ligadas a questões que contrariam a maioria.
Por falar em maioria, numa pesquisa informal feita recentemente com quase 500 Coxas, 90% querem a saída de Kleina do comando técnico.
Pena! Parece ser boa gente, nutre boas amizades dentro do Coritiba, boa proza, bom caráter. Mas quando sair, vai colocar seu nome entre os treinadores que não terão mais espaço no clube, tamanha a rejeição que anda conseguindo. Assim como Celso Roht, Marquinhos Santos e Ney Franco.
[t]Recanto Alviverde[/t]
Hoje, (sexta-feira) das 18 às 19 horas, estarei junto com meu amigo Marianinho, participando do programa Recanto Alviverde, na rádio web, recantoalviverde.com.br, falando das coisas do Coritiba. Não, não sou candidato a nada. Apenas um jornalista convidado para participar de um programa de rádio. Só isso.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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