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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Incompetentes !!!

Ano passado usei muito esta expressão: “nosso time é a cara da diretoria”. Continua sendo. A história se repete. Porque somos a mesma coisa do ano passado. Não adianta culpar o time ou o treinador. Os dois, treinador e time, ainda são a cara dos nossos dirigentes.

Aliás, hoje é pior. Pelo menos em rendimento se comparar ao ano passado. Se em 2015 brigamos para não cair no Brasileiro, com o andar das coisas, brigaremos mais cedo em 2016. Agora para não cair de divisão no estadual. Claro que é um exagero o que digo, mas se as coisas eram ruins antes, agora conseguiram ficar piores, já no começo do ano. Primeiro era a desculpa da pré-temporada, e agora?. A nossa sorte é que apenas dois caem para a segunda do paranaense. E isso ainda parece estar longe de acontecer, espero.

Fechei o ano passado anunciando meu afastamento do quadro de sócios e assim fiz. Meu julgamento estava em não ajudar a financiar a incompetência de nossos dirigentes. Até a semana passada, não tinha entrado no Couto Pereira. Aliás, ainda não entrei não vi nada além do que foi possível assistir pela tv.

Mas Voltei no dia seguinte ao jogo contra o Londrina para rever minha situação de sócio. Senti saudades, sou viciado no Coritiba, amo este clube. Desisti da decisão anterior e arrumei minha situação, mesmo depois da patética apresentação contra o Londrina. Saí de lá na sexta-feira, lamentando não ter rodada aqui no Couto, neste fim de semana. Hoje, depois de novo fiasco, me sinto enganado e traído, mais uma vez, com a velha história do amor não correspondido.

Me dei ao luxo de não querer ver pela tv quando percebi que ainda no primeiro tempo não seria um domingo dos melhores. Um direito meu e que preservo desde o ano passado. Além da péssima qualidade do que tinham para me mostrar, o resultado diante de um pobre Toledo, não me deixaram outra alternativa. Abri mão do jogo na tv e assim farei como no ano passado. Jogos pela tv ou no Couto, com um primeiro tempo como este contra o Toledo e contra o Londrina, saio do estádio ou desligo a tv. Como marido traído, fecho os olhos e faço a única exigência: a de não querer ver a traição. Assim, sofro menos.

Este é o Coritiba que nos deram e pelo jeito assim será o ano que mal começa. Ou começa mal, como você preferir. Prometendo um show de horrores, e o torcedor menos avisado, terá os mesmos problemas que eu. Assim, nossos dirigentes aos poucos vão afastando o que resta da torcida. Neste ritmo, terminaremos o ano com uma redução ainda maior no quadro associativo e com uma média de público bem abaixo do que pretendem os que comandam o clube.

Não nos resta mesmo muita coisa. Não nos dão muita alternativa. Seguimos subindo 3 degraus e descendo 6. Não é possível acreditar neste trabalho que fazem no Coritiba. Nem em campo, nem nos bastidores. Mas precisamos continuar cobrando. Aliás, o nosso principal papel nos últimos anos. Viramos torcida de gabinete, não mais de arquibancada. Concentramos nossa atenção mais na incompetência dos dirigentes do que na incompetência dos atletas.

Para voltarmos a ser uma torcida que torce para um time em campo, que joga o mínimo de futebol, precisamos continuar cobrando o que já cansamos de cobrar em anos passados. Ou trazem mais 4 ou 5 reforços urgentes, ainda para esta semana, para voltar o chamar o que temos, de time de futebol. Do contrário, parece que teremos mais problemas do que podemos supor.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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