Inexperiência ou teimosia?
Com isso o Coritiba se mostra incapaz de montar um time para uma temporada inteira. A cada fracasso, são frequentes trocas... sai uma turma a chega outra. Desde a queda para a série B, não se pensou na montagem de um time, pensando num grupo forte, com planejamento estratégico.
Agora, por exemplo, dos recém chegados, todos chegam como apostas. Em nenhum deles é possível crer em solução segura para compor o time e acreditar que vai vingar.
Mesmo que a partir de agora, apenas a série B seja o único compromisso. Foi o que restou até o final do ano.
Ficamos pelo meio do caminho no regional e caímos logo de cara na Copa do Brasil, na inesquecível desclassificação para o URT. Dois fracassos que dizem que as lições do ano passado não foram aprendidas. Pelo contrário: indicam o mesmo calvário. Lembrando que o momento de subir era 2018, quando tudo estava infinitamente mais fácil. Quando também só não foi eliminado na primeira rodada da Copa do Brasil, por um mero acaso.
Nem a esperança pela lição não aprendida é possível, porque parece prevalecer a falta de humildade.Os erros se repetem e ainda assim insistem no discurso que a prioridade é voltar à elite do futebol Brasileiro. Sério que com este time vocês acreditam que sobe?
Ou subestimam nosssa inteligência, ou são mesmo inocentes a ponto de acreditar que com o time que estão montando, levarão o Coritiba de volta à serie A.
Além de não ter mais o direito de erro, por conta de todos os desacertos feitos até aqui, os atuais dirigentes vão precisar também de muita sorte para alcançar sucesso no que acreditam e pregam.
De pacotes em pacotes, nas montagens e desmontagens dos muitos elencos montados até aqui, só o inexperiência ou teimosia podem justificar.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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