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ArquibancadaSergio Brandão

Já é hora de mostrar algum resultado

No Coritiba o período de entressafra parece fora de época. O que vivemos geralmente neste período do ano, agora, com a pandemia, chegamos em janeiro ainda com o brasileiro em andamento, mas para nós sem atrativo algum, a não ser que a esperada recuperação (que não vem), nos dê uma vitória ou outra. Nem que seja para algumas alegrias, para não perder de vez o gosto pelo futebol. Mas o que temos tido é mais alimento para desacreditar cada vez mais na montagem deste grupo que nasceu fracassado.

Termina o Brasileiro e dele pulamos quase que imediatamente para o regional que, para o Coritiba serve para uma volta a uma realidade ligeiramente dolorida e muito conhecida. O campeonato Paranaense pode ser visto como um analgésico suave para uma enxaqueca daquelas poderosas, o ano que teremos, caso a Série B se confirme, por exemplo.

Mas Coxa que é Coxa, ainda deve dar o ar de sua graça. Agora e depois. Mesmo que a cada ano o desprestigiado Campeonato Paranaense não mereça o respeito que já teve. Mas que tem servido como um esboço do que teremos para o restante da temporada. Pelo menos é assim que tem sido nos últimos anos. Porque os vexames no regional sempre indicaram tropeços adiante, na Copa do Brasil, por exemplo. Um divisor de águas é o que espera a torcida a partir de agora.

Com o fim de uma administração e o começo de outra, será mais uma vez o regional que vai nos dizer como será a próxima temporada, agora com Follador e seu grupo de trabalho.

Por falar nisso, já é hora de algum sinal de bastidores da atual administração, além dos anúncios de montagem da equipe técnica, que deve ser a quem cabe de fato a reformulação tão esperada.

E o que se espera é mudança total, sem melindres e nem meio termo. A mudança que se espera é radical, como foi o discurso de Follador no período de campanha.

Em menos de uma semana, do final do Brasileiro para o início do Paranaense, o Coritiba "Ideal" (para o torcedor) - já deve mostrar a sua nova roupa. É o que dará a cara ao time do Coritiba em campo para o restante do ano.

Já bastante intolerante com pedidos de paciência, a torcida certamente não vai mais suportar novos tropeços no Regional e nem na largada da Copa do Brasil.

Convenhamos, são duas competições vitais para a sobrevida do clube. A Copa do Brasil pela questão financeira e o Paranaense porque é onde será possível testar o início de trabalho da nova administração.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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