Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Já vão tarde!

O grupo de Samir já percebe o fim de seus tempos.

Como tropa acuada em tiroteio na trincheira, sem forças, luta pela sobrevivência como pode. Caminha para uma derrota que não é só dele e de seus seguidores. É o fim de uma ideia, de um grupo que dominou por anos a política no clube. É o fim de um fracasso seguido com nomes e sobrenomes que protagonizaram escândalos, conchavos e interesses comuns. Com duas caras, em todos os seus momentos.

Primeiro como na política tradicional, vendendo seu peixe com embalagem bonita, mas amarrada em ideias com os mesmos interesses de gestões passadas. Compromissos de compadres, velhos conhecidos como na velha política da barganha.

Seria leviano de minha falar em desonestidade. Estamos falando de gente que abre mão da vida pessoal, particular e profissional, para se dedicar ao clube. Mas estamos falando também de incompetência, de teimosia e de arrogância, com requintes de soberba.

No começo, inocente, porque a transição para a gestão do clube foi muito rápida e levou para dentro do gabinete de presidente, o torcedor e não o homem que o Coritiba precisava. Mas sabedor dos corredores obscuros, dos porões que ligam o Alto da Glória com o CT da Graciosa.

Se fechou com um grupo igualmente incompetente, sem força e poder de decisão. Mesmo se opondo às vezes, o G5 quase não trabalhou. Apenas cumpriu os desejos do todo poderoso. Aliás, fica aí mais uma tarefa para Follador : começar uma batalha para que o conselho aprove um novo formato de gestão no Coritiba. Basta do formato G5.

Samir se vai como o último de uma geração que fez história no clube. Levando junto nomes que devem voltar a ocupar suas cadeiras nas sociais e apenas e tão somente torcer.

Atores de uma história de décadas tristes. De nomes que aos poucos vamos esquecendo, graças ao tempo que certamente vai cuidar disso.

Follador é uma nova aposta. Queira Deus, capaz de nos recolocar de volta no trilho. Porque até aqui o estrago foi grande e tão logo não teremos de volta o velho e bom Coritiba, saibam disso.

É preciso paciência e dar tempo para que a casa se arrume de novo.

Se somos um clube de futebol, então que tenhamos um mínimo de futebol, já que até isso Samir nos tirou.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (37)
Link copiado para a área de transferência