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ArquibancadaSergio Brandão

Já jogou a toalha?

Estará no ar já esta noite, a sétima edição da TV COXAnautas. Um novo programa com novo conteúdo, toda semana como nos propomos a fazer desde que Ricardo Honório idealizou o programa. Disponibilizamos o projeto nas redes sociais, tendo como ponto de partida o Canal TV-COXAnautas, no Youtube.

O último bloco do programa desta semana, foi feito a com um ilustre convidado: Serginho Prestes, ex- jogador de futebol, um dos maiores talentos que passou pela meia cancha do Coritiba, hoje comentarista na Rádio Banda B.

Claro, tivemos um delicioso bate-papo, tendo como tema principal o Coritiba e seus recentes problemas. Entre tantos assuntos, Serginho me chamou atenção para uma questão que o Alex, também na gravação do programa TV-COXAnautas 1, já tinha deixado no ar, que se resume numa palavra: CONFIANÇA.

Com todos os problemas que sabemos ter o Coritiba, neste momento a confiança parece ser uma questão a ser recuperada. Sem levar em conta a falta de qualidade de muitos, alguns deles sabemos que podem render mais do que estão rendendo. Caso de Galdezani que já foi inventado em várias posições e perdeu a qualidade do futebol que teve assim que chegou. Márcio que já foi um zagueiro que passava mais confiança, Anderson que some em campo (quando está escalado), e Kleber que só volta mais tarde. Até W. Mateus que já chegou a ser uma unanimidade na esquerda, já não é mais o mesmo. Anda muito nervoso em campo.

Disse Serginho que “a confiança que me refiro é aquela durante o jogo, o cara não arrisca um passe mais ousado. Sabe que as coisas estão ruins e faz a opção pelo passe mais curto, que acaba saindo mascado e também acaba errando, porque sabe que não pode mais errar".

Disse Alex na gravação do primeiro programa: “Precisamos saber qual é na verdade o futebol de Galdezani”? Aquele ou este?

Além do que nos dizem Alex e Serginho, na minha opinião temos agora, neste momento do Brasileiro, uma sucessão de coincidências que levam o Coritiba à segunda divisão. Vai desde os erros de arbitragem, como na última rodada, contra o Galo, até a falta mesmo de qualidade do elenco. MAs temos outros ingredientes. Uma deles é esta inversão dos acontecimentos em relação aos dois ou três últimos anos, quando habitualmente frequentávamos a zona de rebaixamento, já nas primeiras rodadas, nos arrastando , até faltar 10 rodadas para terminar e, ali dávamos o último suspiro, recuperando, achando forças para sair daquela situação. Hoje não, parece que gastamos todo folego já nas primeiras rodadas e agora, como disse Serginho, só a recuperação da confiança para nos salvar. Fazemos mesmo o papel do “cavalo paraguaio” que larga na frente, mas não chega. Se não houver uma virada de mesa, fazemos o mesmo papel do Internacional ano passado, com alguns talentos, mas um time fraco mentalmente.

Estamos discutindo o Coritiba, buscando soluções para tentar ajudar em mais este problema que seus dirigentes nos arrumaram. Mas para isso, assim como a confiança que falta no elenco, quem sabe também com um pouco de humildade e menos teimosia e menos burradas entre os dirigentes, também não sejam os outros ingredientes que possam nos ajudar a sair desta.

Ainda dá, mas será preciso muito mais trabalho do que dedicaram até agora. Será preciso reconhecer que o caminho tomado não é este. Recomeçar, aproveitar o espirito de Marcelo Oliveira que chega livre de contaminação pelo ambiente, de cabeça mais fresca, sem os vícios que o departamento de futebol anda insistindo e que não pode mais se repetir.

Sim, cá estamos nós mais uma vez acreditando em virada. É o que nos resta, não é?

Ou você já jogou a toalha?

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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