Lenha na fogueira
Na semana passada, publiquei aqui um texto com o título “Tubarão e seus lamentos”. A publicação foi ao ar dois dias antes da primeira partida da semifinal. Dizia entre muitas coisas, que o Londrina estava virando o clube campeão em “choradeira”. Choram sempre. Seus erros sempre são por conta da arbitragem e nunca pela própria incompetência. Ano retrasado reclamaram da arbitragem, também ano passado, e agora, até contra o Maringá na fase anterior do regional.
Dias antes da primeira partida contra o Coritiba, os jornais da cidade deram destaque para ameaças e avisos em tom de pressão, todas feitas pelo treinador Claudio Tencati, e pelo gestor do clube, Sérgio Malucelli. Todas colocando em dúvida a arbitragem daquela partida.
Surtiu efeito, o resultado foi o que vimos: uma arbitragem medrosa, pressionada, que acabou fazendo o jogo proposto pelo Londrina, prejudicando o Coritiba.
Ainda disse naquele texto (“Tubarão e seus lamentos”), que até entendia a choradeira baseada em fatos, mas aquele choro londrinense era um exagero, pois foi feito antes da partida, colocando em dúvida o trabalho de quem quer que fosse o árbitro daquela partida. Tinha apenas a intenção de pressionar. Aliás, um artifício muito usado por clubes do interior, em situação de inferioridade.
Tivesse o Coritiba jogado o mínimo de futebol- o suficiente para voltar com um empate - certamente não seria necessário voltarmos ao tema agora.
É que o silêncio Coxa naquela oportunidade deu no que deu. Agora Marquinhos Santos reclama, a direção de futebol precisou formalizar uma representação contra a arbitragem daquele jogo, para colocar os pingos nos is, mostrando sua indignação contra os fatos acontecidos em Londrina.
Agora, isso significa que podemos ter novamente uma arbitragem complicada neste domingo. Não que seja tendenciosa. Tenho dito que se hoje erram, é muito mais por incompetência do que má fé.
Segue abaixo um trecho da entrevista dada por Claudio Tencati, ao site da folha de Londrina (folhaweb.com.br), logo que desembarcou na cidade, depois da eliminação da Copa do Brasil, mas publicada hoje:
Acusado pelo técnico do Coritiba, Marquinhos Santos, de pressionar a arbitragem antes do primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paranaense, o treinador do Londrina, Claudio Tencati, evitou colocar ainda mais fogo na polêmica com o coxa-branca. O comandante alviceleste preferiu ficar alheio ao clima que vem sendo criado pelo adversário e afirmou que o Londrina está pensando somente na partida.
"Nós vamos a Curitiba para jogar futebol. Isso é um problema do Coritiba. Se o Coritiba está fazendo esse movimento, o problema é deles. Nós vamos nos concentrar para o que vai acontecer dentro das quatro linhas, porque ninguém poderá colocar as mãos na gente. Dentro do campo o que vale é futebol e é nisso que vamos nos concentrar", afirmou o Tencati ontem, ao desembarcar de volta a Londrina depois da eliminação na Copa do Brasil”.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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