Marquinhos pede por socorro
Com os pés bem fincados no chão, sabemos que se até agora não tivemos futebol, não seria de uma hora para outra que a bola rolaria com mais facilidade e que os gols e vitórias betariam em nossa porta, nos dando a sequência de vitórias que precisamos.
A reclusão e a blindagem com portões fechados para evitar contato com a imprensa e a torcida, já foram feitos e também não resolveram.
Quem sabe uma conversa franca entre jogadores e presidente, possa aliviar as tensões e renovar um compromisso até aqui não alcançado.
A pressão chega por todos os lados: falta de dinheiro que gera o não pagamento de salários, pressão da torcida, insegurança na equipe que se sente cada vez mais comprometida com as vitórias que acabam não acontecendo.
O Coritiba parece ter chegado no ponto exato onde uma análise em grupo com um bom terapeuta, seria o caminho a se tentar. A união de esforços a que se refere Marquinhos, talvez seja isso. E se o terapeuta não for um profissional da área da saúde, o cara pra isso é o próprio presidente Vilson. Por mais absurdo que isso possa parecer a esta altura do campeonato. Explico mais adiante.
O abatimento é visível a cada coletiva depois de qualquer partida, até mesmo depois das vitórias contra Atlético e Criciúma. Em todas as entrevistas ficou clara a tensão e o abatimento que parece tomar conta de todos lá dentro.
Depois de dois dias, quase 24 horas depois da derrota vergonhosa para o Goiás, ainda tenho na memória a expressão de abatimento de Marquinhos Santos, na coletiva no Serra Dourada.
Evocar os deuses, esperar o futebol que não temos, são soluções que sabemos, não virão.
Hoje, os maiores problemas estão nos bastidores: as portas fechadas, a conversa pequena onde os conchavos e a intriga predominam. Coisa que agrava ainda mais a crise.
Evoco mais uma vez o nome do excelentíssimo senhor presidente, Vilson.
Acorda presidente! É a sua oportunidade de conversar cara a cara com seus jogadores. Assume suas dificuldades e abre o jogo. Tenha o departamento de futebol do seu lado, não contra.
Em nome do Coritiba, presidente! Que sua vaidade, seu medo, sua incapacidade de resolver problemas, sejam menores neste momento de dificuldade, onde o maior prejudicado é o clube que o senhor dirige.
A união que se refere Marquinhos Santos, talvez seja um pedido de socorro ao senhor. Deixe de lado seus interesses pessoais. Está na hora de rever o caminho feito nestes anos todos, antes que seja tarde. Ainda há tempo, presidente.
Coragem, trabalhe pelo bem do Coritiba!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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