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ArquibancadaSergio Brandão

Milagre e sorte

Sport em crise? A derrota de 2 a 0 em casa, para o Junior Barranquilla, pela Sul- Americana, parece ter mexido com o que já não vinha muito bem. Nosso próximo adversário não só não gostou do resultado como demitiu o treinador, Wanderley Luxemburgo.

As coisas pelos lados do Coritiba andam tão ruins, que isso acaba sendo mais um motivo para comemorar. Ou pelo menos para nos deixar refletindo sobre um dos nossos últimos apegos: a sorte. Ela teria mesmo voltado a nos brindar com sua presença neste final de campeonato? Justo agora, num momento tão importante?

O torcedor mais irritado não gosta disso. Os esperançosos sim. Estou entre os que querem acreditar que a soma de alguns fatos recentes nos dão alguma esperança, sim. Dirão os mais pessimistas, topando uma discussão sobre o tema: - mas só a sorte não vai resolver! Respondo:- e o azar que nos brindou com alguns pontos perdidos, contra o próprio Sport, Santos, Flamengo e Grêmio? Por baixo, numa conta bem pessimista, foram 6 ou 7 pontos perdidos, que se tivessem sido somados, nos colocaria agora com 38 ou 39 pontos. Situação um pouco melhor que a atual, não é?

Então, já que além da incompetência, também tivemos azar, me deixe acreditar que ainda é possível escapar com um pouco de sorte.

Alguns dirão que com a saída de Luxemburgo do Sport, é sorte deles e o azar nosso. Questão de interpretação e até de saco cheio com esta mesma ladainha de todos os anos, eu sei. São seis longos anos vivendo assim, sempre com a esperança que no ano seguinte a coisa melhore. Agora mais ainda porque temos eleição e finalmente temos o fim da era Bacellar na administração do clube. Em 2018 teremos novo comando. Se vai resolver é outra conversa.

Os mais pessimistas ainda dirão que agora só um milagre salva. Acho que milagre é merecimento que vem depois da luta. Da força que o querer cria. Da briga com instintos que naturalmente dizem não e de alguma forma impedem algo.

O milagre é acreditar e fazer força, muita força para fazer o impossível acontecer. Parece ser nisso que precisamos acreditar. Na força interior de cada um dos 11 que vestem a gloriosa nestas 8 rodadas restantes.

Nossa vida nunca foi fácil. Então, que tirem disso a força. O caminho fácil acomoda e distancia da luta; enfraquece, estabiliza, não cresce. Fica no primário, não tem pretensão.

Pra frente, Coritiba!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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