Não é só por dinheiro
Hoje, este excesso de dinheiro acaba, acho, criando falta de transparência e corrompendo o mercado e, o torcedor, o principal consumidor e interessado no futebol, é o primeiro a ter informação sonegada. Um pouco inocente essa postura, eu sei, mas acho que bem pertinente neste momento de informações desencontradas e obscuras neste capítulo Mozart/Coritiba, SAF, etc.
Não conheço o Mozart, não tenho procuração para defendê-lo, mas essa saída dele do Coritiba ganha, desde sexta-feira, novos capítulos — e nenhum deles favorável à Treecorp. Não tivemos nem uma semana depois da conquista do acesso e do título, e a saída de Mozart é o principal tema na imprensa esportiva.
Entre as várias informações que circulam, desde valores propostos de um lado e de outro, algumas ganharam força. Curioso, mas o valor final ficou irrelevante. Porque um problema de relacionamento entre Lucas de Paula e Mozart ganhou força. Segundo Augusto Mafuz, colunista do UM DOIS Esporte: " por ele, Lucas de Paula já teria se livrado de Mozart há mais tempo”.
Sei que, a esta altura, tem gente torcendo o neriz e dizendo que o Mafuz não deve ser levado em conta por ser atleticano. Pelo sim, pelo não, acho melhor levá-lo em conta, sim. E, para não deixar o monstro ganhar braço, perna e principalmente alma, quem sabe seja interessante a Treecorp promover uma coletiva para esclarecer o caso. Ou o próprio Mozart chamar a imprensa para esclarecimentos. Coisa que imagino não acontecerá. Porque tanto um lado como o outro vai preferir apostar que o tempo apague tudo isso, até que, finalmente, alguém bata com a língua nos dentes e com um pouco de sorte e gente saiba exatamente o que houve, mesmo que isso não mude as nossas vidas e espero, nem a do Coritiba.
De uma coisa tenho certeza: essa história não é tão simples quanto estão tentando vender. Não é só por dinheiro.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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