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ArquibancadaSergio Brandão

Nem Vialle, Samir e Follador

Não saberia dizer exatamente, porque não tenho os números, como também acho desnecessária tanta precisão, porque o que importa mesmo é só uma comparação.

Para o Coritiba escapar da segundona, precisa fazer uma campanha semelhante a do Fluminense, em 2009 que chegou a ter 99% de chance de rebaixamento.

A diferença entre os dois, está na qualidade dos times, como também no comando do elenco.

Enquanto em 2009 o Fluminense se fechava num pacto comandado por Fred e Cuca, em 2020 o Coritiba é um time desmotivado com o atrapalhado Rodrigo Santana, que consegue anular o principal jogador do elenco, como se jogasse contra o próprio patrimônio, numa partida que deveria ter sido de vida ou morte.

Pobre Coritiba, que nem a sua fiel e apaixonada torcida que - “nunca abandona” - já jogou os bets e não acredita mais em recuperação.

Mais um ano atrapalhado de uma administração que se arrasta num amadorismo de dar dó, distante do profissionalismo que virou o futebol no mundo todo.

Perdemos o tempo da virada e ficamos para trás.

Ou ficamos pagando dívidas, honrando o nome do clube e mais alguns anos refundamos, quem sabe, uma grande instituição financeira.

Temos a escolha de manter o clube nesta pegada de anos irresponsáveis ou nos juntamos aos demais clubes que brigam por títulos e com suas torcidas de autoestima elevada, como um clube de futebol normal, de altos e baixos.

Perdemos no campo, perdemos o prazer pelo futebol. Nos tiraram o prazer que o futebol sempre deu aos seus apreciadores.

Não haverá milagre para tirar o Coritiba deste buraco. Nem Follador, nem Vialle e nem Samir - que se apresenta como o único capaz de conhecer o clube como ninguém.

O Coritiba precisa ser maior que a vaidade de grupos que se propõe a administrá-lo. Projetos pessoais que não tenham os pés no chão e que visem mais a autopromoção, não servem.

O Coritiba precisa de alguém que entenda o futebol como um grande negócio, mas com a torcida como seu principal cliente.

Como fazer? Não sei. Quem sabe a resposta esteja nos clubes de sucesso. Pra isso, será necessário muito mais do que se dedicar 24 horas, talvez dar a vida na busca desta ideia.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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