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ArquibancadaSergio Brandão

Nível de exigência

Bastou uma rodada, a primeira e com goleada, para alguns torcedores voltarem a frequentar o espaço de atendimento ao sócio, no Couto Pereira, para fazer as pazes com o clube. Sinal de carência e ao mesmo tempo de amor, mas finalmente correspondido?

Mesmo quem se submete novamente a deixar sua contribuição mensal de sócio, ainda é claro que fica uma ponta de desconfiança. Mesmo que ainda prematuro, qualquer voto de confiança, do torcedor mais afoito ou menos exigente, alguns já dão sinais de acreditar que dias melhores estão por vir. Nem as referências que garantiram a vitória/goleada contra o Foz, na estreia do regional, com gol de Alan Costa e tendo Iago Dias e Kady como destaques do jogo, coisa que há alguns meses, seria notícia fora de questão.

Fracos sempre foram os nossos concorrentes no regional. Lembro bem de jogos apertados mesmo em Foz, com derrotas ou empates arrancados à fórceps. O Foz não é mais o mesmo de anos anteriores, como o Coritiba também parece não ser mais o mesmo. As circunstâncias são os adversários, a qualidade de uns e a deficiência de outros, que farão este regional de 2019.

Nossas fragilidades ou qualidades, serão conhecidas aos poucos. Com mais duas ou três rodadas será possível saber até onde este Coritiba pode chegar no regional.

Se o principal objetivo do ano é voltar à primeira divisão, já sabemos que ainda é cedo para projeções deste tamanho. Uma coisa de cada vez. Ganhando o regional, quando a Copa do Brasil já estará em andamento, com todos os nomes que ainda devem chegar, então teremos finalmente o time definitivo para a temporada de 2019.
Algo como no ano passado, quando na estreia do Paranaense, sofrendo com Prudentópolis e contra o ilustre desconhecido Parnahiba -PI na Copa do Brasil, todos já sabiam que o ano seria pior do que podia se supor, só Samir e seu G5 não sabiam disso. Aliás, Parnahiba mais moderno que o Atletico, porque descobriu o H antes do rubro-negro da baixada (só uma piadinha de mau gosto).

2019 começa com vitória larga fora de casa, embora tenha passado longe dos olhos de todos, o resultado faz sim acreditar que no mínimo pelo menos começamos um ano diferente.

É pouco? Sim, é muito pouco, mas sem dúvida é um bom começo. E se isso te leva de volta aos jogos do Coxa, pagando a sua mensalidade de sócio-torcedor, reatando sua relação com o clube, neste vai e vem, saiba que a partir desta quarta-feira (23), na primeira partida em casa, contra o Maringá, você pode acordar na quinta -feira ou decepcionado ou com novos companheiros, também aderindo à sua opção de voltar a ser sócio, no caso de mais uma vitória. A diferença será que desta vez aos olhos de todos e finalmente veremos se nossas orações estão sendo atendidas por inteiro ou pela metade.

O segredo parece estar no nível de exigência: se você quer sonhar com a volta à primeira divisão, ainda é cedo, espere mais. Se você não vê a hora de ir ao Couto, aproveite o momento e torça muito.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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