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ArquibancadaSergio Brandão

Novos sacrifícios

Não há outro jeito. É preciso se programar para o ano que vem, mesmo que as movimentações não nos deixem acreditar que “agora a coisa vai”. Do jeito que anda, não vai! Pelas primeiras movimentações, 2019 deve ser ainda mais difícil.

Sem dinheiro, com um orçamento ainda mais pobre, tudo indica que será mesmo mais um ano de sacrifícios. Sacrifício da torcida, ou do pouco dela que restou nas arquibancadas e entre os sócios, que um dia foram a maior fonte de arrecadação do clube (hoje fala-se em 6 ou 7 mil sócios pagando em dia).

Nas redes sociais, as discussões calorosas, agora dão lugar a um mesmo tom de reclamação - todos contra Samir e sua administração. Pelo menos consegue alguma unanimidade a torcida que sempre esteve dividida em apoios e tendências diversas.

Muitos mais que todo o quadro que se desenha é ter que admitir que 2019 será mais um ano de ajuste financeiro, montando um time mediano, quem sabe com um pouco de sorte, ligeiramente melhor que o de 2018. Parece que é o máximo que a diretoria consegue prometer, porque oficialmente, se fala que apenas em 2020 podemos pensar em subir.

Pobreza difícil de aceitar. Principalmente se levarmos em conta que o ano para subir era este, sem nenhum clube grande e ainda com um orçamento maior que todos os outros concorrentes. Porque para 2019, além de Paraná e América, Vitória, também Chapecoense, Sport, Vasco, Ceará e até o Corinthians, podem estar entre nós disputando uma das quatro vagas de acesso.

Ou seja, se em 2018 tivemos o mais fraco de todos os outros anos em qualidade da Série B, em 2019 teremos uma das mais difíceis.

Se já entramos pensando em subir apenas em 2020, corremos o sério risco de rebaixamento para Série C. Levem em conta ainda outros adversários que sempre foram pedra em nosso sapato: Londrina e Operário de Ponta Grossa.

Estas conjecturas me assustam porque se a cada ano descobrimos que o fundo do poço ainda não chegou ao fim, não gostaria de imaginar que em 2020 o Coritiba estaria pensando sim em acesso, mas da Série C para a B.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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