O futebol que a gente inveja e o futebol que a gente ama
Nesta semifinal contra a Inglaterra, visto a camisa de qualquer um, menos a deles. Virei, temporariamente, o torcedor do time dos outros, desde a saída melancólica brasileira desta Copa, que se transformou num desfile de gala distante. Um espetáculo bilionário, que a gente apenas assiste, não participa. Ainda tendo que escolher, além de uma seleção pra torcer ainda optar por uma TV pra assistir, e nenhuma me agrada totalmente. Porque a Cazé Tv é muito barulho e gritaria para o meu ouvido, a Globo, que já não tem mais todos os direitos adquiridos, peca por um lado, mas acerta em outros. O SBT não tem sinal onde estou.
Apesar de não gostar muito de Everaldo Marques na narração, gosto muito do restante do time de reporteres e comentaristas da Globo. Enfim, uma Copa muito mais para assistir do que torcer e exercitar o espírito critico para quem como eu é da área.
O futebol para se amar, é outro. Na expectativa pelo recomeço do Campeonato Brasileiro. Minha mente não está em Buenos Aires ou Londres e nem nos estados Unidos, está na próxima semana, no Alto da Glória, esperando por Coritiba e Palmeiras no Couto Pereira.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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