O ideal é necessário
Não que eu esteja acreditando que tudo isso representa uma trégua da torcida que andava sumida de sua casa.
As partidas mais convincentes e a certeza que este time é melhor que os anteriores, é um dos motivos da volta do torcedor ao Couto, mas não mais importante que o valor do ingresso proposto. 15 reais para ver três jogos, a 5 reais cada um, tá até barato demais.
Comemoro a decisão dos dirigentes que me dá outra certeza: finalmente buscam caminhos para trazer a torcida de volta, e quem sabe fazendo disso o diferencial que um dia foi um de nossos trunfos em partidas jogadas em casa.
Precisou da morte de Krüger para entenderem o óbvio. Os mais intolerantes dirão outra obviedade: “é só montar um bom time que a torcida volta, independente do valor do ingresso”.
Neste momento quero apenas comemorar a volta da torcida ao Couto Pereira. Momento importante, onde todos estão fazendo a sua parte. E se de fato os resultados em casa forem de vitória, pronto, estará criada uma nova relação entre torcida e time. Uma aura que sem dúvida pode ser um ponto a favor e que pode determinar o futuro do Coritiba em 2019.
Uma vitória contra o Londrina em circunstância igual ou parecida como da estreia, contra a Ponte Preta, esquenta ainda mais esta relação que recomeça, mesmo ainda com algumas reservas.
Assim como na primeira rodada, em campo, o time precisa comprar esta ideia. Já mostrou que pode, mas nesta quinta-feira (9/5), precisa confirmar e fazer a mesma força a cada rodada. Precisa comprar o discurso feito nos bastidores que fizeram até aqui. Que cada rodada será uma decisão. Isso precisa ser repetido exaustivamente nas semanas de preparação para cada uma destas decisões. Precisa ser um mantra nos treinos e jogos.
Não haverá tropeço com erros que justifiquem um futebol abaixo do que este time vem apresentando. Do contrário, nem com portões abertos o Couto terá público para empurrar o Coritiba rumo à primeira divisão.
Torcida e dirigentes já fazem sua parte. Precisa o time nos convencer que agora a coisa vai.
Para que nas semanas seguintes, possamos ver novas filas se formando em volta do Couto, com grandes públicos em jogos com resultados que nos levem de volta à elite do futebol brasileiro.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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