O inesquecível 5 x 1
Naquele domingo de 1995, o Coritiba tinha o xerife Jorjão na zaga, que não era craque, mas da medalhinha pra baixo valia tudo. Jorjão que também protagonizou - num outro atletiba- no Pinheirão - uma invenção de Paulo C. Carpegiane, quando colocou o zagueiro jogando de centroavante.
Mas voltando ao atletiba do domingo de Páscoa, de 1995, dos 5 X 1, o Coritiba tinha além de Jorjão, o centroavante Brandão, Ademir Alcântara e Alex ainda com 18 anos, começando suas aventuras no futebol e nos atletibas, onde mais ganhou que perdeu. Aliás, Alex perdeu algum atletiba?
Pra ser bem franco, 21 anos depois daquele inesquecível atletiba, muita coisa mudou. É verdade que eles continuam sem vencer, mas pelo menos não tomam mais de goleada. As coisas de fato mudaram. Depois daquele soco na mesa. Nunca mais, nestes 21 anos, o Coritiba venceu com um placar acima de 3. Passaram-se 21 páscoas e nunca mais levaram tanto chocolate pra casa, como naquele dia.
Pelo contrário, hoje o CAP perde também para o tempo quando não carrega mais a alcunha de Furacão. Hoje não é mais lembrado como aquele time imbatível do século passado, para carregar agora a alcunha de VICE, o eterno vice. Título que não conquista há um bom tempo, mas que foi a melhor colocação do clube em muitos campeonatos que marcaram as decisões dos anos 2000 para cá.
Com tanto tempo assim, parece que Petraglia dá mais um soco na mesa e cobra mais um título de vice, do atual elenco. E em campo eles prometem não deixar escapar mais este importante título. Se preparam para perpetuar, agora o inédito título de vice da Primeira Liga. Mais um troféu para a já repleta galeria de vices.
Como sei que futebol é um dia atrás do outro, não poderia perder mais esta piada, justamente na data comemorativa de uma semana do último atletiba e dos 21 anos do grande e inesquecível chocolate dos 5x1.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (5)
