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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

O melhor time dos últimos anos é o pior de todos

Se juntar o melhor futebol do Coritiba desde o começo do ano, consigo a soma de pouco mais de um tempo de jogo, 55 minutos em quase três meses de treinamento. Um segundo tempo contra o Cianorte, (com um jogador a menos) e 10 minutos no Atletiba. O resto é resto e serve pra ser jogado fora, o que muitos chamam de ajuste, pré-temporada, transição e isso é assim mesmo. No Coritiba temos uma pré- temporada que começou há mais de 10 anos e ainda não terminou. Tá difícil suportar e achar paciência para o que já se transformou em problema crônico.

Até agora, o CT da Graciosa - mais com cara de “Escolinha do Professor Raimundo” -, se arrasta no ensino do fundamento do futebol a quem joga há anos e não aprendeu o básico. Então, a pergunta é: como ensinar matérias de ensino médio a um adolescente que não fez o ensino fundamental?

Isso ainda dá origem a um outro problema: no grupo também habitam os atletas de pouca ou quase nenhuma compreensão do que o treinador pede nos treinos coletivos da semana. No dia do jogo, esta gente baixa a cabeça e como um boi bravo, faz o que o instinto manda e executa a seu modo o simples, vai até onde sua compreensão alcança. E quando nem isso é possível, veste a fantasia do Super-Man e na voluntariedade, na correria, termina os 90 minutos extenuado, mas com a sensação de missão cumprida, sem que possa ser cobrado. Afinal correu, se doou, mesmo que não tenha sido produtivo e conseguido interpretar o esquema de jogo proposto pelo treinador.

Por tudo isso e não precisa mais do que isso, o treinador muitas vezes não é o único culpado.

Não gosto do António Oliveira, mas o problema da qualidade que o Coritiba não consegue alcançar, me parece ser um problema de QI de alguns atletas e não o treinador.

No máximo, a mão do técnico pode alcançar decisões como eliminar quem não corresponde com o que ele determina nos treinamentos, ou achar alguém no comando técnico que fale a mesma língua de certos atletas e consiga explicar o desenho tático proposto.

Do contrário vamos sofrer, mesmo que ainda consiga enfiar na cabeça de alguns o que pra mim ainda não tem explicação: se temos um time melhor que os anteriores, como explicar um desempenho assim, tão abaixo dos times anteriores, sofrendo em todos os jogos?

Não entendo nada de futebol ou isso tem resposta clara e só eu não vejo?

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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