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ArquibancadaSergio Brandão

O mesmo de sempre

Não é de agora que a zaga Coxa faz destas. Já temos um longo histórico de bizarrices. Na verdade poucas diferenças entre um erro e outro. Desde os tempos de Leandro Almeida, Wallison Maia, Lucas Claro e de tantos outros, quando pagamos o preço do barato que está ficando cada vez mais caro.

No caso de Alan Costa, a alcunha de zagueiro/artilheiro foi um tiro que saiu pela culatra. O patético lance, colocando a bola por cima do goleiro, mais parecia de um autêntico centroavante, daqueles que sabe abrir espaço na área, e como um gato dá o bote, desta vez contra o próprio gol, pegando Muralha no contrapé, que nem esboçou reação.

O grotesco erro de Alan Costa parece ter contaminado o restante do time que fez a sua parte com os mesmos problemas de sempre, dando ainda mais vida ao habitual time que já cansou : sem graça, sem inspiração, sem competência, dando a impressão de estar em campo apenas para um aquecimento de pré -jogo, algo assim como quem entra em campo sem muito compromisso. Com a bola nos pés, rolando de um lado para outro, mas sem objetividade e competência para finalizar. O time parece não saber o que fazer com a bola... sem penetração, cerca o ganço mas não arremata, nao encontra o caminho do gol.

Pior, contra o Cascavel, o Coritiba voltou a repetir graves erros de fundamento, inadmissíveis no futebol profossional.

Na verdade, temos de volta o que na veedade ainda não tínha ido embora : um time fraco tecnicamente, sem opções e parece que sem futuro.

O problema se agrava quando Giovanni joga bem marcado e sem inspiração. Rodrigão, Sávio e Mattioni também fazem alguma diferença, além de João Vitor que faz falta pelo meio. Saiu disso, temos o Coritiba daquele velho e irritante futebol.

Ou seja, um time de dois ou três atletas que fazem a diferença mas compondo um grupo extremamente limitado.

Para o regional quem sabe consiga chegar a uma final, mas para o Brasileiro é muito pouco.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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