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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

O pacote está se fechando

Mais uma vez estamos aqui nós torcedores, preferindo acreditar que cada um dos recém-chegados possa viver no Coritiba seus melhores dias profissionais. Mais do que nunca, mais uma vez, exercendo nosso papel de torcedor de fato.

Só que ainda está vivo na memória o inicio do ano, quando para o Regional trouxeram apenas Benitez e Simião e também torcemos para que desse certo. Não adiantou. Hoje, quase não se fala mais em Simião e Benitez. São reservas e se demorar mais um pouco terceiro reserva, caso de Simião, principalmente. Benitez perdeu a posição para o fraco novato Moser.

E mais uma vez, agora na montagem de novo elenco para o Brasileiro, não nos resta outra alternativa se não torcer novamente para que acertem nas contratações. O pacote está se fechando, apenas faltando Carlos, o bom atacante do Atlético MG, que anunciam como quase certo. Os confirmados são de conhecimento de todos aqui, sem necessidade de lembrar nome a nome.

O mercado ainda se movimenta e as peças vão se encaixando. O quebra-cabeça alviverde mais uma vez não nos deixa confortáveis, para prognósticos futuros.

Parece ser certo que mesmo que todos os recém- contratados vivam aqui o melhor de suas vidas, ainda assim teremos um ano que se terminar bem, será com as calças na mão. Porque nenhum destes novos é jogador pra fazer a diferença na hora do “vamo vê”. E estes momentos são muito frequentes na Série B, sabemos muito bem disso. É uma competição de altos e baixos e por uma única razão: todos os clubes orçam seus elencos por baixo. Apenas os grandes entram um pouco acima da média. Casos conhecidos dos que caíram e que subiram com relativa folga. Não será o nosso caso este ano. Com sorte, torcida, e a incompetência dos adversários, subiremos sim, mas tudo indica que o preço a ser pago será alto.

O Coritiba monta um time pra brigar de igual com os outros clubes que tem a mesma pretensão de subir. Por isso, até que se prove o contrário, entramos na briga em condições de igualdade com todos, no mínimo com 10 dos 20 clubes da segundona.

Não temos sequer o jogador líder que coloca a bola debaixo do braço e chama a responsabilidade para si. Se Kleber for mesmo embora, será um alivio para a folha de pagamento, mas fará falta em campo, porque em condições de jogar, é o cara que podia fazer este papel. Hoje esta atribuição de capitão é de Alecsandro, que ganhou este status apenas pela idade, porque em campo não conquistou ninguém. Nem seus companheiros de trabalho e nem a torcida. Alecsandro ainda é apenas o filho do Lela.

Além de um líder, precisamos antes de tudo de um time que reconquiste a credibilidade que perdemos há anos. Não há mais por aí o respeito que o Coritiba tinha.

Por estas e outras razões, faço previsões de um ano de sofrimento e que se terminar com o objetivo primeiro que é subir, estaremos no lucro.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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