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ArquibancadaSergio Brandão

O sapo que virou príncipe

A administração de Samir foi tão marcante, que pelas manifestações aqui registradas no pós -jogo, imagino que só será poupada se o Coritiba escapar do rebaixamento. Mesmo assim, anos se passarão e haverá sempre alguém para lembrar do ex-presidente.

Na vitória contra o Vasco, a primeira depois de meses - a que devolve alguma esperança de escapar do rebaixamento, Samir é lembrado como o único responsável por colocar o Coxa nesta situação de desespero. E de fato é, ou já foi?! Fica a critério de cada um. Porque aqui a tribuna é livre, onde chorões também podem chorar, mesmo em dia de vitória.

O masoquismo de recordar uma má administração, ao contrário de enaltecer a evolução visível com quem está chegando, parece se sobrepor e já ter se incorporado à alma Coxa-branca.

É possível entender que assim seja, porque assim foram os últimos anos. Não só com Samir, mas também com Bacellar, Cirino e Gionedis. Vilson escapa desta lista porque se ganhou pouco ou quase nada, pelo menos devolveu o Coritiba à vitrine nacional.

Novos tempos se anunciam com Follador, mesmo que muitos até estes dias diziam que era cedo pra cobrar alguma evolução. Vai entender. Coisas de torcedor.

Se ainda falta qualidade, vai faltar até o fim do Brasileiro, porque é o que temos para o momento. Mas pelo menos já temos um novo espírito, que é algum sinal no fim do túnel.

A situação era tão ruim, que mesmo com a vitória, pouco ou quase nada mudou.

Há de surgir um espírito ainda mais forte que envolva este grupo e que possa nos levar a uma condição melhor. Quem sabe?

Esqueçam o Samir. Concentrem-se no novo trabalho que está sendo feito e que neste momento depende muito mais de uma obra divina do que da competência de quem quer que seja. Porque ainda temos muito sofrimento pela frente e vamos precisar de muito mais do que gastar nosso tempo odiando Samir.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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