Oremos!
Não nos resta então, alternativa. Um clube de futebol com cara de enredo de novela mexicana.
Os temas vão desde incompetência administrativa, e passa até por atleta reclamando na imprensa por ter que jogar o Paratiba fora de casa.
E só por isso também já temos um outro problema. Por ser um local acanhado, sem condições de receber um clássico decisivo, pode ter sua lotação máxima (cerca de 4 mil pessoas) o que acaba sendo um risco à segurança.
Situação alertada pela Polícia Militar, que desaconselha promover uma partida de futebol nestas condições.
A decisão mais prudente, segundo a própria PM, seria fazer o jogo com torcida única. Só que o problema nos remete à decisão contestada pelo próprio Coritiba na famosa história da " torcida humana" , quando o Atletico promoveu o atletiba só para atleticanos, jogando em sua casa o último clássico com o Coritiba.
Por isso, para não ser contraditória, a direção Coxa fica sem ter outra decisão que não seja permitir um estádio do Pinhão dividido entre duas torcidas. Assume o risco irresponsavelmente.
Outra questão está em levar uma partida deste peso decisivo para fora de casa. Porque o time foi incapaz de decidir a classificação quando deveria ou podia fazer isso com mais tranquilidade, em rodadas anteriores, pelo menos em dois jogos chaves no Couto. A primeira foi na decisão do primeiro turno com o Toledo e na rodada passada, com o Rio Branco.
Se tivesse jogado um mínimo de futebol, vencendo uma destas duas partidas, jogaria com menos responsabilidade o clássico contra o Paraná Clube, que se transformou em vida ou morte.
Vejam vocês, já conversamos alguns parágrafos e apenas falamos de problemas, todos com origem na administração e nada sobre o tema que se supõe, e que deveria ser a principal razão, que é o futebol.
Seria mais saudável estarmos discutindo escalação, deficiencias e qualiidades nosssas e do adversário.
Diz a imprensa esta semana, que o Coritiba aposta todas as suas fichas contra o Paraná. O problema é que as fichas são poucas e esta conversa do "agora vai" , já não engana mais ninguém.
Este é o Coritiba que andam nos dando para torcer. Muito papo sobre tudo, menos futebol.
Aliás, acho que a esta altura, com anos da mesma ladainha, já merecemos uma nova designação ou denominação. Somos torcedores de quê? Torcemos para o quê?
No caso de desclassificação no domingo, oficialmente só teremos a série b como único calendário até o final do ano e isso só começa quando abril estiver terminando.
Na melhor das hipóteses, folga para nós torcedores, pois teremos descanso em nossos corações.
Tempo de orar e quem sabe, com um pouco de sorte, as orações sejam atendidas e nossos dirigentes entendam que é preciso mudar o rumo das decisões.
Que assim seja!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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