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ArquibancadaSergio Brandão

Oremos!

Ao torcedor resta torcer e é o que tento fazer. Mas a condução que dão ao Coritiba não me dá outra opção, que não seja me ater a temas que considero menores para um clube que se propõe ser de futebol. Mas nem time de futebol nos dão para torcer. Os fatos de bastidores se sobrepõem ao futebol. Há uma enorme inversão de valores.

Não nos resta então, alternativa. Um clube de futebol com cara de enredo de novela mexicana.

Os temas vão desde incompetência administrativa, e passa até por atleta reclamando na imprensa por ter que jogar o Paratiba fora de casa.

E só por isso também já temos um outro problema. Por ser um local acanhado, sem condições de receber um clássico decisivo, pode ter sua lotação máxima (cerca de 4 mil pessoas) o que acaba sendo um risco à segurança.

Situação alertada pela Polícia Militar, que desaconselha promover uma partida de futebol nestas condições.

A decisão mais prudente, segundo a própria PM, seria fazer o jogo com torcida única. Só que o problema nos remete à decisão contestada pelo próprio Coritiba na famosa história da " torcida humana" , quando o Atletico promoveu o atletiba só para atleticanos, jogando em sua casa o último clássico com o Coritiba.

Por isso, para não ser contraditória, a direção Coxa fica sem ter outra decisão que não seja permitir um estádio do Pinhão dividido entre duas torcidas. Assume o risco irresponsavelmente.

Outra questão está em levar uma partida deste peso decisivo para fora de casa. Porque o time foi incapaz de decidir a classificação quando deveria ou podia fazer isso com mais tranquilidade, em rodadas anteriores, pelo menos em dois jogos chaves no Couto. A primeira foi na decisão do primeiro turno com o Toledo e na rodada passada, com o Rio Branco.

Se tivesse jogado um mínimo de futebol, vencendo uma destas duas partidas, jogaria com menos responsabilidade o clássico contra o Paraná Clube, que se transformou em vida ou morte.

Vejam vocês, já conversamos alguns parágrafos e apenas falamos de problemas, todos com origem na administração e nada sobre o tema que se supõe, e que deveria ser a principal razão, que é o futebol.

Seria mais saudável estarmos discutindo escalação, deficiencias e qualiidades nosssas e do adversário.

Diz a imprensa esta semana, que o Coritiba aposta todas as suas fichas contra o Paraná. O problema é que as fichas são poucas e esta conversa do "agora vai" , já não engana mais ninguém.

Este é o Coritiba que andam nos dando para torcer. Muito papo sobre tudo, menos futebol.

Aliás, acho que a esta altura, com anos da mesma ladainha, já merecemos uma nova designação ou denominação. Somos torcedores de quê? Torcemos para o quê?

No caso de desclassificação no domingo, oficialmente só teremos a série b como único calendário até o final do ano e isso só começa quando abril estiver terminando.

Na melhor das hipóteses, folga para nós torcedores, pois teremos descanso em nossos corações.

Tempo de orar e quem sabe, com um pouco de sorte, as orações sejam atendidas e nossos dirigentes entendam que é preciso mudar o rumo das decisões.

Que assim seja!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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