Os heróis de Criciúma
Agora, Tcheco tenta à sua maneira. Da mesma forma, com o mesmo time, apenas dando um formato diferente, mas com as mesmas peças que Batista usou.
De um 4-3-3, para um um 4-4-2, com a movimentação de algumas peças que saem ou entram e no desespero vão morrendo junto com as esperanças que restam ao torcedor que, mesmo desacreditado, ainda pensa mais com o coração do que com a razão.
Os times de Tcheco e Batista, tem apenas a armação como diferença. Até onde deu, mesmo sabedor das limitações, Eduardo Batista ousou com três atacantes, muitas vezes. Mesmo sabendo que sua artilharia era fraca.
Tcheco assume uma postura mais reservada, com um time mais fechado tentando uma cobertura maior ao setor defensivo.
Sim, tudo isso é muito pouco, mas é o que temos para o momento: jogar fechado contra um adversário que não era páreo. Um adversário que até bem pouco tempo, voltar de Criciúma com um empate, era vergonhoso. Coisa que hoje, para muitos, “nem é tão ruim assim”.
É este Coritiba pequeno de empates com times pequenos, às vezes até dentro de casa, que não dá pra engolir.
Amanhã, com um resultado destes, não faltarão comemorações entre os cinco dirigentes e dos seus vigilantes seguidores, adeptos desta filosofia que administra o clube há 8 meses.
Uma vitória casual em Criciúma, é capaz de despertar o ressurgimento, com promoção de caravanas para receber o time no Afonso Pena.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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