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ArquibancadaSergio Brandão

Os holofotes estão sobre nós!

O torcedor menos avisado, o que desceu agora do bonde e pegou a bola rolando, talvez não seja capaz de entender como a parte de baixo da tabela, coisa que deveria ser desinteressante, causa tanta polêmica, interesse e pela primeira vez, ganhando grande exposição na mídia.

No centro das atenções, Coritiba, Vasco, Goiás, Avaí e Figueirense. Os cinco que não fizeram o serviço durante meses de campeonato brasileiro e que agora brigam para não estarem entre os três que serão rebaixados, já que a quarta vaga foi garantida pelo Joinville na semana passada.

Eu seria capaz de apostar que esta briga está mais interessante que a briga pela última vaga pela parte de cima, entre São Paulo e Inter, que ainda lutam pela Libertadores, para o ano que vem.

Se somos unânimes em execrar nomes de ex e atuais dirigentes da CBF, como Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, numa coisa precisamos reconhecer: demoraram, mas acharam a fórmula do Campeonato Brasileiro. Há os que mesmo assim ainda não aprovam, mas a maioria reconhece que este formato de pontos corridos é o único que pode dar emoção do começo ao fim, nas duas pontas da tabela. Como também pode deixar de ter graça antes do tempo. Mas também é preciso reconhecer que quando as coisas são decididas com antecedência na parte de cima, como já aconteceu algumas vezes, e se repetiu este ano, sobra a parte de baixo para criar mais alguma expectativa, muita torcida e deixar os nervos à flor da pele.

Nós, especialmente - quem diria – depois de tanto sofrimento durante o ano todo, ficamos com a menor carga de adrenalina para esta última rodada. Dos cinco clubes, somos o que ostenta a melhor situação, ou a menos ruim, para não ser tão otimista assim. Mas quem viveu dias de desespero, como vivemos, temos mais para comemorar do que pra lamentar. Além do mais, outra vez somos o centro das atenções, mesmo tendo a amarga posição de estar numa lista de clubes que ninguém gostaria de estar.

Chega a ser engraçado ver clubes que até tinham pinta de que iria brigar pela ponta da tabela, como Fluminense, Inter, Atlético, São Paulo, Ponte, Chapecoense, e que agora são desprezados pela mídia, cedendo espaço e interesse a Coritiba, Avaí, Vasco, Goiás, e Figueirense. Aliás, outra grande característica deste campeonato de pontos corridos: geralmente os clubes que largam na frente, que chegam até a liderar por algumas rodadas - o famoso cavalo paraguaio - ou caem tanto que ficam pra brigar pelas últimas posições, ou ficam na parte intermediária, sem nada almejar, nem cheirando e nem fedendo.

A briga lá por baixo, ganha mais interesse, com as polêmicas, criadas nestes dois últimos dias pelo Vasco, com seus patéticos dirigentes e torcedores chorando por e procurando por um ombro para reclamar e até responsabilizar pelo seu próprio fracasso - mais uma vez. O serviço que não fizeram durante o ano todo, agora tentam colocar nas costas de Fluminense, na arbitragem e até em outros clubes. Comportamento típico do clube cruzmaltino, que sempre apronta das suas, quando não consegue resolver seus problemas dentro de campo. Coisa que virou rotina na vida de São Januário.

Diante da situação mais confortável que temos, devemos aproveitar e relaxar um pouco e curtir o que ainda nos resta de brasileiro, já que durante o ano, tivemos pouca oportunidade para isso. Mas sempre lembrando, como diz a matéria acima, publicada pelo site: 99%, não é 100%.

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Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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