A língua é o chicote do rabo
Agora, com o Coritiba na segunda divisão, a campanha terminada, percebo uma nova postura: sempre que podem, dão algum destaque para os problemas do clube e gostam de valorizar as insatisfações e reclamações de Kleber, quando questionado sobre a pré-temporada em Foz do Iguaçu e sobre o novo comando do clube, principalmente sobre o departamento de futebol.
Desde ontem, sexta (5), está lá que Kleber não “gostaria e não concorda" com a pré-temporada em Foz do Iguaçu. Me parece intencional a ideia fixa de criar algum mal estar entre diretoria e o jogador, que também já se manifestou dando seu pitaco sobre o que pensa sobre Sandro Forner como comandante técnico.
Das duas uma: ou Kleber anda mesmo falando demais, como sempre fez. Ou o jornal anda inventando coisas, torcendo palavras do atleta, longe daquele jornal que se apresentou ao “lado” do Coritiba no final da serie A de 2017.
A divulgação de conteúdos deste nível, mais atrapalham do que ajudam. Conturbam um ambiente já bastante complicado. Como estamos falando de um jornal/site, de circulação entre um público exclusivo de futebol, digamos que se de fato tem a intenção de ajudar, bom mesmo seria se conseguisse se manter focado apenas em noticiar os fatos.
Quanto a Kleber, se é isso mesmo que anda dizendo, parece disposto a criar motivos e situações para cada vez mais se indispor com a torcida e comando técnico do clube. Não seria novidade se dissesse que de Kleber, tanto dirigentes como torcida, esperam apenas que jogue futebol e ajude o Coritiba, sem dar seus palpites sobre validade ou não de pré –temporada e o que acha do novo treinador.
Até agora, Kleber trouxe mais problemas do que soluções. E se é isso mesmo, continua a ser um problema do qual o Coritiba precisa se livrar o quanto antes.
Na carona do assunto Kleber, gostaria também de entrar em outro tema igualmente polêmico que também ocupou bom espaço na mídia. Alecsandro, que se apresenta como novo homem e que decidiu ficar para “ajudar o Coritiba a voltar à Serie A. Segundo declarações dele mesmo dadas no dia da apresentação no meio desta semana.
Estou entre os que achou que Alecsandro seria a solução quando veio. Naquela época seria um bom jogador que agregaria, imaginei. Não foi o que vimos. Pelo contrario, infeliz também nas declarações quando disse “ que podia pegar sua mochila e ir embora”, como ainda também não apresentou nada de futebol quando convocado a ajudar o time em campo.
Mesmo assim, aposto nele, acho que sua experiência pode ajudar neste grupo de novatos. Alecsandro agrega, tenho a impressão. Mais que isso: acho que se sentiu um pouco responsável pela queda. Impotente, sem nada para fazer porque estava num mau momento. Se estiver bem, jogar um pouco do que já fez em outros clubes, será de grande valia. Acho até que pode ser mais útil que Kleber. Pelo menos tem mais compromisso afetivo com a história do clube, se é que isso faz alguma diferença neste momento.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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