Pedroso: o camisa "10"
Em entrevista à uma emissora de Rádio, Pedroso disse ser amigo de Vilson de Andrade e por isso não gostaria de atropelar as coisas. Ernesto arremata dizendo que é um dos principais críticos da administração de Vilsão, mas prefere preservar a amizade. Diz ele que a transição precisa ser feita com calma e sem atropelos.
Tudo isso parece seguir um caminho: significa uma eleição sem oposição, de chapa única. Pedroso e seus aliados estarão com Vilsão, mas desde que ele não seja candidato à reeleição. Pelo menos é esta a ideia que se têm nestas primeira articulações. Sim, porque até agora, oficialmente não é possível afirmar, já que Vilsão não se manifesta publicamente sobre nada. Nem sobre eleições e nem sobre seus problemas administrativos.
Além de Marcelo Almeida, outros nomes surgem, mas o dele foi o que ganhou mais destaque por dois motivos: por ser quem é e porque na verdade foi o primeiro que surgiu e acenou com a possibilidade de ser oficializado.
O nome de Marcelo Almeida ainda vai precisar de mais alguns dias para ser confirmado. Depois da sua candidatura como senador da república (ficando em terceiro lugar), Marcelo viajou e ainda está fora do país, e sua volta deve acontecer apenas na semana que vem. Só depois disso a conversa com Pedroso e demais aliados, deve ganhar corpo.
Se Marcelo não aceitar, temo pelo futuro do Coritiba. É que não haverá tempo hábil para que surja um novo nome (de peso)como o dele, já que Renato Follador e o empresário Ricardo Guera, já disseram que não são candidatos.
Por que Marcelo Almeida? Não o conheço pessoalmente, mas transitando pela vida pública e política, Marcelo consegue ser de uma franqueza incomum, se comparado aos políticos tradicionais. Neste momento é do que que precisa o Coritiba.
Pedroso reaparece no cenário Coxa como o articulador de um novo tempo. Quando tudo parecia estar à deriva, um líder com tom de pacificador surge em boa hora. Independente dos resultados em campo, enquanto a vaca caminha lentamente ao "brejo".
Não é a primeira vez que isso acontece. O próprio Vilsão surgiu num momento semelhante. Isso parece cíclico dentro do clube, e mais uma vez necessário.
Se tiver que ser assim, que assim seja... pelo bem do Coritiba.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (0)
