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ArquibancadaSergio Brandão

Pensando agora para não sofrer depois

A CBF enxuga ainda mais os estaduais para o ano que vem. Para quem achava que um novo calendário deveria começar pela desvalorização ou até a exclusão dos Campeonatos Estaduais, a CBF parece aos poucos caminhar mesmo nesta linha.

Ontem, quarta-feira (6), a Confederação Brasileira de Futebol, divulgou o calendário para o ano que vem, com algumas mudanças, e entre elas, duas que dizem respeito diretamente ao Coritiba. A principal trata da mudança no número de jogos dos Estaduais, que era de 19 partidas e passou para 18. Os Regionais (Liga), por outro lado, ganharam duas datas e terão oito na próxima temporada. Parece que o caminho é dar mais espaço para a Primeira Liga, coisa que até este ano a CBF resistia em não ceder. Estas medidas parecem dar aval e incentivar a competição.

Além de paralisações em três rodadas no Brasileiro, por conta de jogos da seleção nas eliminatórias, e preparação com amistosos, a Copa do Brasil também terá mudanças.

A outra novidade é em relação ao início da Copa do Brasil. A segunda competição mais importante do país, vai começar no dia 12 de abril, quase um mês mais tarde em relação aos anos anteriores.

Como antecipação de calendário, o planejamento para o trabalho futuro que não parece ser o forte da atual diretoria Coxa, coisa que ainda não fez nestes dois anos de administração, sempre se atrapalhando já na pré –temporada, fica mais uma vez o aviso e nossa torcida para que desta vez consigam se planejar para a temporada seguinte. Seja na série B ou com um pouco de sorte, ainda na primeira divisão. Futebol é complicado sim, mas me parece que com um pouco de planejamento e competência, as coisas ficam mais fáceis.

Com seis meses de antecipação e assim quem sabe tenhamos o sossego desejado e um pouco de paz nas competições que nos esperam.

KADY

Cá estamos nós renovando esperanças, apostando mais uma vez numa revelação da base, segundo notícia acima, aqui do COXAnautas.

Depositamos agora no menino Kady, de 20 anos, nossas esperanças de criação na meia cancha, coisa que ainda hoje desde há muito tempo (desde a saída de Alex) - que não temos a criação desejada. Kady é a nova esperança de melhores dias ao setor mais problemático do time.

Mas prefiro trocar a expressão, palavra usada para definir esta situação: esperança, aposta, apenas por torcida. Primeiro para não criar expectativas e depois porque acredito que com a sua experiência, e ter vindo de onde veio, Pachequinho não o use Kady como solução de seus problemas.

A questão é que estamos tão carentes de tanta gente, que a qualquer novo nome nos enchemos de esperanças e achamos que desta vez a sorte vira e os ventos devem soprar à nosso favor. Não podemos cair novamente nesta armadilha. São tantos nomes que não vale citar caso a caso, mas que no mínimo servem como alerta.

Kady é o nome, mas devagar com o santo.

Que seja calma e tranquila sua passagem pelo time de cima. Minha torcida para que seja aproveitado nos momentos certos, sem pressão e que principalmente a torcida entenda o momento.

Boa sorte, menino!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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