Perdi o rumo de casa!
Ah, sim o Coritiba ainda vive a pré -temporada, ainda arruma o time. O Paranaense é só pra gente ter uma ideia do que devemos fazer para o brasileiro. Atletas ainda acima do peso buscam o ideal, a perna ainda está pesada, etc. etc etc.
Dois pesos duas medidas? Não! Sem pré- temporada, sem estrelas com salários acima de 50, 60, 70 e até 100 mil reais, o Foz nos sapecou 2x0, sem que sequer a gente consiga entender ou justificar a derrota.
Se antes ainda arrumávamos explicações para o entrosamento - que todos imaginavam chegar em algum momento - uma “tunda” como a que tomamos, parece dar um outro encaminhamento para todo o planejamento. Se não for assim, pelo menos sugiro parar a máquina e rever algumas questões, principalmente planejamento daqui pra frente.
Talvez seja possível comparar esta partida contra o Foz, como aquela famosa desclassificação para o Nacional de Manaus, na desastrosa Copa do Brasil do ano passado. Não pela sua importância, mas o jogo me pareceu mais uma destas coisas que não se explica e vai pra história do mesmo jeito que ficamos, assim que o juiz apitou o final do jogo, pelo menos eu fiquei assim, sem entender direito o que estava acontecendo.
Insisto, esta conversa de início de temporada, pra esta partida, não serve. Qualquer outra justificativa, menos esta. Basta entender em que condições o Foz chegou até aqui e comparar as duas situações. Perder para quem nem pré-temporada teve, desta forma, jogando “bolinha”, não dá, algo de muito errado aconteceu ou está acontecendo.
Primeira providência lúcida talvez seja colocar a luz vermelha e deixá-la acesa até que as coisas fiquem claras. Vou além da luz amarela que sugere o site COXAnautas.
O Coritiba, mais vezes campeão paranaense, Campeão Brasileiro, Fita Azul, Torneio do Povo, duas finais de Copa do Brasil, o mais vitorioso do mundo, perdeu para este time quase amador do Foz? Pior, perdeu e não chutou uma bola no gol adversário que levasse um mínimo de perigo ao nosso saudoso Edson Bastos. Tive um sentimento ruim, muito parecido com o da derrota para o Figueirense, na volta da Copa do Mundo.
Sem levar em conta que jogou fora a oportunidade de abrir dianteira, com a derrota do Londrina para o Operário. Sem pensar que Rafhael Lucas finalmente termina uma partida e não faz o dele. Pior, Vaná fez o que todos temiam. Além do time todo não ter funcionado, Vaná não só errou, mas pode pagar caro pela grande falha. Daqui pra frente, passa a ser melhor observado e no próximo erro, pode não voltar mais a ser o titular no gol. Não sei se já não torço para isso.
Não só perdemos a partida, mas principalmente a confiança numa relação de inicio de namoro. Os mais otimistas - e me coloco entre eles - parecem agora colocar na frente este sentimento de grande desconfiança.
O Coritiba não ousou, não esteve nem próximo do que fez nas três partidas anteriores. Esteve mais perto da lamentável campanha do ano passado, do que do “novo Coxa”, com a renovação feita, dando esperança de que o ano seria melhor.
Da confiança que vinha sendo conquistada a cada jogo, demos um grande passo para trás, retrocendemos.
É hora de parar e rever o caminho escolhido.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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