Piada pronta
Tem sido e ontem mais uma vez ficou claro que esta relação volta a ser turbulenta, como tem sido diante de fatalidades como nesta absurda estreia na Copa do Brasil em Minas. Como casamento em vias de acabar.
Sair da Copa do Brasil nestas condições é de " pegar o boné" e não voltar mais.
As relações ficam tão estremecidas e falta coragem para todos: de escrever sobre mais um fracasso e de ler sobre um novo fracasso.
Faz tempo que não lemos e nem escrevemos coisas boas por aqui. E isso cansa. Mais, muito mais, causa desistências, desinteresses...
O que era apenas futebol, passa a ser frustração, lembra algo ruim e como tudo já anda difícil na vida de todos, é natural o afastamento, restando apenas os torcedores incondicionais, os que estão com o Coritiba acima de tudo e de qualquer coisa. E mesmo assim, surgem novos afastamentos porque mesmo neste pequeno grupo, aparecem os que gostam do embate, provocando mais rupturas e novos afastamentos. Até que um dia restará apenas uma história para ser contada.
História que também está indo embora: com Jairo, Evangelino, Tião Abatia, Celio Maciel, Tobi, Zé Roberto e tantos outros.
No vestiário a conversa é a mesma. O discurso motivacional, "porque no domingo temos decisão", como tenta passar o treinador, mas já sabendo que seja qual for o resultado, pouco importa. Porque vencer é obrigação, como deveria ter sido ontem e se perder para o Cascavel, também não fará muita diferença porque já estamos mesmo acostumados com tudo isso.
Por isso a constatação que a relação com o Coritiba é outra coisa, muito mais que apenas torcida por um clube de futebol.
Nem os adversários zoam mais com a gente. Perdeu a graça, é comum ver o Coritiba se dar mal.
Viramos piada pronta, mas que já está perdendo a graça.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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