Pois que venha Tcheco!
Que o Coritiba não tinha dinheiro, que estava endividado, que teria um time fraco, todos sabiam e foram avisados desde o início. O que não estava no programa e não nos avisaram, é que as contratações fariam parte de um plano mirabolante, maquiavélico: devolver o Coritiba à segunda divisão.
Se a gente ouvisse por aí que amigos de Petraglia tomaram de assalto o Alto da Glória, e tratam rapidamente de colocar o Coritiba na segunda divisão, tudo estaria explicado. Sim, o papel que faz esta diretoria, é coisa de atleticano, de adversário. Só pode ser. Não posso acreditar que sejamos um clube comandado por Coxas. As atitudes pelo menos dizem isso.
Ninguém aqui cobra maravilhas, mas estava no acordo, quando se elegeu esta diretoria, que não seria um time tão ruim assim. Mesmo que se leve em conta o azar de errar em algumas contratações. Que apostas erradas tenham sido feitas, e que muitas não deram certas. Mesmo assim, não há desde o começo do ano uma contratação que tenha sido boa. Com exceção de Ruy e Galhardo, jogadores que em outros tempos seriam comemorados como boas contratações para compor o elenco, bons reforços, mas para o banco. A coisa tá tão feia que a torcida festeja os dois como titulares absolutos. Galhardo fora do time é considerado desfalque.
A diretoria parece esperar o pior momento para contratar no desespero. Parece uma turma de iniciantes, que não sabe pra que lado correr quando precisa de uma decisão lúcida. Mas não são novatos, não. Pelo contrário, experientes até demais.
Entendo que seja possível montar um time gastando pouco, com poucas pretensões, dentro da proposta salarial do clube. O que não é possível entender é que em outros clubes seja possível pensar modestamente, mas com um pouco de inteligência vejo que montam times estratégicos, que conseguem ser razoáveis. O Coritiba virou presa dos pequenos, logo somos os piores.
Não é possível se iludir e achar que num passe de mágica a coisa se modifique. Não consigo entender que se contrate este volume de jogadores, remontando praticamente todo o elenco, e não se acerte uma contratação.
Isso só pode ganhar um nome: incompetência ou má fé. Nada ilícito ou ilegal, mas imoral. Gente influenciando nas contratações com outras prioridades.
Juntando todos os últimos times dos últimos anos, não consigo lembrar de um elenco tão sem qualidade como este.
Os mais experientes, parecem contaminados e decidiram que também podem errar, caso absurdo de que fez Leandro Almeida nesta patetada atrasando aquela bola, coisa que um menino de 10 anos da escolinha, sabe que não pode ser feito. Aliás, Leandro anda queimando o que lhe resta de crédito, fazendo o torcedor pensar que não teria sido um mal negócio se tivesse sido negociado com o Palmeiras.
Cinco meses e até agora temos para comemorar uma boa partida contra o Grêmio. Apenas e tão somente. Emplacamos a quarta rodada e já amargamos a zona do rebaixamento. Três derrotas em quatro jogos.
Fica pela frente a eterna torcida do vai e vem. Do time iô-Iô, que vai e volta pra zona. Ou não... do jeito que a coisa vai, parece que este ano se afunda logo bem lá em baixo e de cara já se apresenta como o primeiro candidato ao rebaixamento.
É o que imagino. Afinal, temos uma sequência de duas partidas fora de casa. Nos esperam com garfo e faca na mão, Fluminense e Inter. Isso pode significar que dentro de duas semanas, estaremos na sexta rodada, com os mesmos 3 pontos de hoje.
O campeonato mal começou e nossos adversários nos olham com cara de fome. Já sabem que somos presa fácil e garantimos três pontos a qualquer um.
Esta tortura só está no começo.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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