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ArquibancadaSergio Brandão

Pra ser esquecido

Levantar titulo com derrota sempre tira um pouco do gostinho de vitória. É o que deve estar sentindo o mais exigente torcedor flamenguista. Mas pior mesmo é terminar em penúltimo, com derrotas seguidas, algumas marcando pelo sentimento de surra como foi esta triste despedida da série A, do Coritiba. Foi tão melancólico que nem dá pra passar uma borracha e logo entrar no espírito desta nova administração, que chega com nova proposta. E que admita-se, parece trabalhar na capacidade do seu limite, fazendo o que pode.

Aqui, apenas um bom início na Copa do Brasil ou no regional, talvez me acalmem um pouco. Por enquanto a frustração se soma com um sentimento que só o Coritiba tem conseguido me dar.

No mínimo são resultados que vão para a história...partidas inesquecíveis, que terão o registro em algum lugar, principalmente na memória de cada um de nós. Partidas para serem esquecidas, tropeços inaceitáveis para adversários inexpressivos.

Repentindo-me: o Coritiba dos últimos 6 ou nove anos é para ser esquecido, se você puder. Se ainda quer alimentar algum interesse pelo seu clube ou mesmo que seja acompanhar futebol de longe, vai precisar rever seus valores e ajustar seu nível de exigência.

Lembro de uma época ( de 89 a 93), quando vivi os bastidores dos clubes de Curitiba. Entrei de um jeito e saí de outro. Foi pelo COXAnautas que retomei o interesse pelo clube. Que ultimamente anda se perdendo de volta, por conta exclusiva das últimas três ou quatro administrações.

Está na austeridade de Follador, na sua intolerância com maus profissionais, com o descompromisso de profissionais com a instituição que ainda consigo alimentar alguma esperança e ainda apostar em dias melhores, na reversão do que até o início do ano me parecia irreversível.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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