Precisamos de 11
A derrota no atletiba não foi um resultado qualquer, de uma disputa difícil como serão todas neste brasileiro. Era a hora da afirmação, pelo momento que vive o time: na ZR, ainda sem convencer, com um esquema ainda em fase de implantação, precisando ganhar a confiança de todos.
Uma vitória nesta partida teria vários pontos positivos, mesmo jogando o péssimo futebol que jogou, porque era contra um adversário tradicional, em situação semelhante, com resultado até psicológico a favor do vitorioso, que acabou sendo o Atlético. Enfim, além de nos afundarmos na ZR, demos vida nova a um adversário perigoso e direto nesta briga pra sair da incômoda Zona de Rebaixamento, que frequentamos desde o início da competição.
Como sempre e para não perder o hábito, o resultado não só traz consequências já sabidas, mas também tira a esperança no que ainda dava para se agarrar como o futebol de dois ou três atletas que estavam um pouco além do que a média do grupo vem mostrando.
A cada jogo, o Coritiba me dá a impressão de precisar sempre de 11 novos jogadores. Não há mais saída para o que começou errado há três anos. Não é possível acreditar em remendos, mesmo com as chegadas anunciadas, as pretensões que dizem ter em nomes, que sabemos, alguns não virão. O Coritiba precisa de um time inteiro para devolver o que perdemos há tempos. Há quem se satisfaça com algo mais digno que não seja apenas brigar para manutenção na Série A.
Os remendos feitos, ficam mais ou menos como consertar o avião com ele em voo, e assim, o risco de “cair” é grande.
Não há planejamento, todos sabem. O curso do rio segue e neste momento o clube já vive duas aflições. O futebol e a política interna do clube na discussão que já virou a eleição programada a princípio para dezembro, mas que já recebe um grupo achando que a disputa deve ficar para fevereiro de 2021.
Só sei de uma coisa: se Samir já não dava conta de cuidar de uma tartaruga, duas é muito para a capacidade dele. Politica e futebol é muito para um clube administrado onde prevalece a incapacidade.
No momento parece não haver outra saída e mais uma vez nos cabe espernear e esperar pelas decisões do grande conselho.
Em jogo, fora das quatro linhas, estão nossa vida, nosso futuro. Mais uma vez, o Coritiba em mãos nada confiáveis e pés sem muito jeito para jogar bola.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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