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ArquibancadaSergio Brandão

Quando dezembro chegar

Mais uma vez dá pra creditar na conta de Jorginho os três pontos jogados fora dentro de casa.

Não só por não escalar Galdezani, não só por demorar para colocar Neílton, não só por trocar errado, não só por colocar Ricardo Oliveira no final da partida.
Jorginho é burro empacado no atoleiro e não há ninguém que o contrarie e bata de frente... que cobre dele tamanha teimosia ou burrice.

É até possível admitir que no contrato assinado com o clube, haja alguma clausula que impeça os seus contratantes, de opinar em suas absurdas escalações, não permitindo qualquer ingerência em seu trabalho.Ninguém, em nenhum clube sério, teria vida longa diante de tamanha incompetência. São bobagens atrás de bobagens, sem sequer ser cobrado por tantos insucessos assim.

Jorginho parece trabalhar sem compromisso com o sucesso. Sem a responsabilidade que exige o trabalho técnico num clube recém saído da segunda divisão.

Mais parece um clube em início de temporada, testando um ou outro jogador, em várias posições, ainda fazendo testes de adaptação, buscando uma cara para o time em pré -temporada.

Suas explicações nas coletivas de pós- jogo, estão mais para teimosia de advogado em júri, na defesa de criminoso confesso.

Logo após a vitória contra o Palmeiras, lembro bem de ter dito aqui, no podcast, com Ricardo Honório e Marcelo Carneiro, que o resultado era bom pelos três pontos, mas ruim porque mantinha Jorginho no cargo por mais um período. Não estava tão errado assim.

É que a máxima serve para alertar para um problema ainda maior: olhar lá na frente e ver que com Jorginho no comando técnico, certamente o Coxa volta à segunda divisão,como também estou certo e seguro que Samir tem suas chances bem resumidas para a reeleição se isso acontecer.

Digamos que Jorginho é um mal necessário para expurgar de vez um mal ainda maior.
Fora Samir! Fora Jorginho!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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