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ArquibancadaSergio Brandão

Que pena!

Um a zero pro Cruzeiro, o Coritiba pressiona, pênalti para o Coxa! A bola claramente bate no braço ( todo aberto ) de Manoel. O juiz manda seguir e na sequência sai o gol do Cruzeiro. Mais um erro, dos muitos das arbitragens neste brasileiro. Entre tantos que determinaram muitos resultados. Quem sabe o rumo de alguns clubes dentro da competição e até para a próxima temporada.

Pena, o Coritiba podia ter saído de Belo Horizonte com melhor resultado. Não fosse o erro da arbitragem, mas também pela grande dificuldade que teve de entrar na retranca armada por Mano Menezes, depois que fez um a zero e perdeu um jogador expulso.

Quem viu este time do Coritiba ainda neste campeonato, pode até duvidar de uma frase destas que acabo de dizer: “retranca armada por Mano Menezes, com o Cruzeiro jogando no Mineirão contra o Coritiba? Sim , foi o que fez o Cruzeiro nesta vitória de 2x0.

No lance do pênalti de Manoel a jogada segue e na sequência sai o segundo do Cruzeiro, que acabou definindo o placar. Mano Menezes sabe o time que tem e armou o Cruzeiro para isso. Para pegar o Coritiba no contra ataque e conseguiu. Assim matou o jogo.

O Coritiba fazia uma boa partida. Dominava o jogo, tinha muito mais posse de bola, mas faltou o arremate. Precisamente os arremates de Henrique que andaram sendo salvadores nos últimos jogos.

Mesmo assim, com a falta de Henrique, e quase a metade do time titular, o Coritiba se comportou jogando mais até do que se podia esperar.

Na verdade Ney Franco não tinha muito que inventar diante de tantos desfalques. Ney também acertou quando voltou no segundo tempo com dois meias de frente, Galhardo e Marcos Aurélio, nos lugares de Esquerdinha e Cáceres. Foi mais ousado e se impôs.

À tarde, voltando para casa, eu ouvia no rádio do carro os comentários de intervalo entre São Paulo e Palmeiras. O comentarista dizia que o São Paulo era mais time, chegou com mais perigo, mas o placar de 0x0 e toda a bola jogada pelo São Paulo no primeiro tempo, de nada teria valido se não vencesse o jogo. O cara repetiu uma máxima que todos que acompanham futebol conhecem: interessa bola na rede. O mesmo se aplica ao Coritiba. Jogou bem, dominou a partir da segunda metade do primeiro tempo em diante, mas não levou porque não fez. Imagino que terá mais sorte com as voltas de Henrique, Negueba e Kleber, não tenho dúvida.

O Coritiba ainda paga o preço do péssimo começo de campeonato que fez. A coisa estava tão ruim, que nem as vitórias seguidas e pontos arrancados fora de casa, conseguem dar sossego.

Mas se deixar de lado o resultado e conseguir avaliar o que o time anda produzindo, é possível afirmar com toda segurança que o torcedor pode manter a esperança de que vai sair desta situação, sim.

O time evoluiu e sobre isso não resta a menor dúvida. Como também não resta dúvida que ainda prevalece uma máxima: quando tudo conspira a favor (os resultados desta rodada) o Coritiba não consegue abrir dianteira e fica no mesmo lugar. Um empate hoje ou até uma vitória, deixaria o Coxa numa situação que nem de longe conseguiu sonhar neste brasileiro.

Mas se você é dos otimistas, também é possível olhar por outro ângulo: pior seria se fosse o contrario. Todos os concorrentes - os que brigam pela parte de baixo da tabela - tivessem ganho e o Coritiba perdido. Certamente a corda teria voltado para o pescoço e o terror se instalaria de volta no Alto da Glória.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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