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ArquibancadaSergio Brandão

Que vergonha!

Que vergonha!
A coisa anda tão feia que apenas o Atlético tem me dado alegria, ultimamente. Se ousar repetir textos anteriores, ninguém perceberia. Cheguei a pensar em repetir, em tirar apenas o detalhe do pênalti do Kléber, contra o Joinville. Com certeza todo o resto estaria dentro do contexto apresentado mais uma vez pela mediocridade que vimos, desta vez em Campinas.

Este time do Coritiba parece aquelas companhias de show circense, que visitam os bairros das periferias nos finais de semana das grandes cidades. Aquela cena decadente, que chega a doer na alma.

Se Atlético também nos acompanhar, nos igualamos a Santa Catarina que hoje está representada na série A, com quatro clubes.

Coritiba , Atlético, Londrina e Paraná na segunda divisão, será briga de foice e a cara do que andamos vendo nas administrações da Federação Paranaense de Futebol há anos, desde os tempos de Onaireves Moura.

Nossa mediocridade é o que assistimos nestes últimos campeonatos regionais, mesmo quando a proposta é de mudança, como foi na última eleição, quando vimos aquela “patetada”, com os nossos dirigentes, Bacellar e Petraglia, protagonizando as cenas de apoio à candidatura de Gomide. Não há como esquecer da história do dinheiro doado para campanha, que até hoje ninguém se apresenta como pai da criança.

Não somos nada além daquilo e do que estamos vendo nos campos de futebol. Se o futebol brasileiro anda mal das pernas, o Paranaense está muitos degraus abaixo do brasileiro. Nossos dirigentes são amadores, pobres nos seus interesses e pobres em seus sonhos e trabalhos. Pensam pequeno, são mesquinhos e provincianos. E nós, pobres torcedores, pagamos a conta. A mensalidade, a conta e o mico.

Não preciso me ater a exemplos, todos vocês sabem do que estou falando. Ainda subestimando a nossa inteligência, nos chamam para pagar adiantado as mensalidades. Fazem cálculos mirabolantes para nos convencer das vantagens de pagar adiantado para assistir Coritiba e Luverdense, ano que vem.

Francamente, quando recebi o panfleto promocional desta campanha, quase embarquei na onda. Se não me engano foi na brilhante atuação do time, na partida contra o Atlético Mg. Foi melhor assim, porque me obriguei a parar para pensar.
Com esta gente, com este time, me sobra isso tudo pra chegar até aqui e dizer alguma coisa.

Boa semana a todos! Que Deus nos ilumine e nos livre do pior!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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