Quem explica isso?
Que time é este que tem uma torcida que canta como num mantra, em rituais, parecendo querer juntar forças para espantar maus espíritos?
Que clube de futebol é este que quanto mais decepciona no que deveria ser a sua principal vocação, apaixona ainda mais a sua fiel torcida, que ultimamente volta a se reunir em torno de uma nova causa.
Motivada por estratégias de marketing, como nas recentes promoções de ingresso, mas que por qualquer outra razão se reúne em grande número, em festas que emicionam, mesmo onde a bola não rola. Basta ter a marca Coritiba, para uma nova festa começar.
Alguém já disse por aqui – imagina se tivesse um time minimamente razoável para torcer? E parece que pelo menos anda fazendo força para isso. Basta engrenar numa modesta série de empates e vitórias para trazer sua torcida de volta.
Foi assim, em 2009, em situação ainda mais difícil, vindo de um trauma que jamais será esquecido. Onde muitos acreditaram que naquela história chegava ao fim do poço.
Naquela dor, talvez tenha ficado a grande lição: que o Coritiba é maior que tudo, tendo sua torcida como maior patrimônio nesta sua centenária história. Não há presidente, má administração, surfistas e oportunistas que acabem com este amor. O clube sempre estará acima de tudo e de todos.
Em resposta ao seu descontentamento, como protesto, se manifesta contra seus administradores dentro e fora do estádio. Nas redes sociais e nos meios disponíveis, mas até aqui vem contando uma história de amor jamais vista no futebol do Paraná. Eu pelo menos nunca vi nada igual.
De parabéns o departamento de marketing por ter percebido este momento, com as promoções de ingresso que tem feito. Um dos poucos acertos nestes anos de dias negros vividos no departamento de futebol. Não temos o time que queremos, mas temos uma torcida que anda fazendo a diferença, abraçando o time. Muitas vezes não tendo a resposta que merecia, mas nem assim se afasta da causa maior que é a instituição Coritiba.
Parece não importar mais o local. No Couto, em shoppings, fazemos festa. Onde houver Coritiba, lá estaremos para gritar o seu nome.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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