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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

"Querem enfiar a faca no torcedor”!

Tinha fechado um pacto comigo mesmo de só retomar as críticas à atual diretoria do Coritiba, depois de resolvida a vida do clube para o ano que vem. Não deu. Hoje novamente passaram da conta, pelo menos pra mim. Além de muitos outros problemas novos que surgiram nestas últimas semanas - que prefiro deixar para depois - gostaria apenas de me ater, neste momento, ao absurdo da polêmica que se criou em torno do preços dos ingressos para a partida decisiva contra o Vasco.

De fonte segura, tenho a informação que a ideia de majorar os valores foi proposital, justamente para afastar a torcida, ao contrário do que poderia se supor, que seria fazer promoção e trazer a torcida em maior número para esta partida.

Os ingressos ficaram bem mais caros e isso certamente espanta o torcedor não sócio, que por questões pessoais, só vai ao jogo nestas ocasiões, com o preço do ingresso abaixo da média do preço que se pratica o ano todo. Para quem não sabe, os preços estipulados pela diretoria são considerados vergonhosos. Veja aí:

Arquibancada: R$ 150
Cadeira Mauá: R$ 170
Social superior e inferior: R$ 200
Setor Pro Tork: R$ 220
Visitantes: R$ 150.

Além de afastar o torcedor Coxa do estádio, o coloca no mesmo patamar que o torcedor visitante, cobrando da torcida adversária, o ingresso no mesmo valor, o mais barato ao torcedor do Coritiba, que é de 150 reais.

Além do apelo de muitos torcedores nas redes sociais para que houvesse promoção, a diretoria faz o caminho inverso.

Os absurdos não param aí: numa entrevista à Rádio Banda B, ouvi do presidente Rogério Bacellar, que a promoção (caso houvesse), poderia beneficiar o adversário também. “Não queremos que o adversário também seja favorecido”, disse ele.
Confesso que não entendi o raciocínio (sem nenhum sentido) do presidente.

Ué!!! Não é possível então majorar apenas os ingressos dos visitantes? Cobra deles estes valores absurdos. Em outras situações até mais complicadas, como no atletiba, por exemplo, e outras partidas no Couto, não houve esta preocupação. Por que agora então, pensam desta forma?

Só acho uma resposta: medo que os fatos de 2009 se repitam. E olha, mesmo que seja isso, não justifica. Que clube é este, que diretores são estes que têm medo de seus torcedores? Que tipo de clube pensam que comandam?

Que pode surgir uma meia dúzia de baderneiros, acho até provável, ( no caso de um desastre) , mas nada que os seguranças e o policiamento não consigam dar conta.

2009 ficou como exemplo e não pode se repetir. Deve ter deixado lições para todos, inclusive e especialmente aos dirigentes, para que trabalhem evitando fatos e cenas como aquelas, e que não se repitam mais.

Justamente hoje, surgem boatos, de renúncia do presidente Bacellar, para depois que os ânimos serenem no Alto da Gloria, e a vida do Coritiba seja definida.

Começo a torcer para que não seja apenas boato.

SAV.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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