Rafinha e mais 10
Guardadas todas as peculiaridades da partida de ontem contra o Toledo e detalhes aqui expostos pelos demais colunistas, não tem como não se empolgar com o que o Coritiba apresentou, principalmente no segundo tempo. Nem sei exatamente há quanto tempo não usava a expressão "baile" pra definir o resultado de uma partida de futebol, principalmente em se tratando do Coritiba dos últimos anos.
Quando estávamos nos colocando no grupo dos "cachorros mortos, eis que surge uma luz no fim do túnel e nos tira da miséria que vivíamos e faz renascer o prazer de ter de volta um time de futebol.
Muito mais que qualidade, o time vai ganhando confiança e se firmando. Um problema para direção do clube que agora fica sem muita opção no impasse da renovação do contrato de Rafinha. Não sei exatamente quais os termos exigidos e propostos, mas os números inicialmente divulgados, parecem não estar muito distantes da realidade do Coritiba. Outro problema é que Rafinha não pode e nem deve carregar este fardo de ser o único a resolver os problemas quando as dificuldades aparecerem.
Provavelmente pensando em encerrar a carreira - certamente gostaria que fosse no Coritiba -, mas acima de tudo é um profissional com família para cuidar e precisa pensar no futuro dos filhos.
Rafinha ainda tem futebol pra jogar a Série A, deve ser tratado como tal pela direção Coxa. Uma "pérola" para ser guardada e usada em momentos oportunos, como ontem, por exemplo. Vai ser um diferencial na Serie B e esta diferença é que pode nos colocar em vantagem sobre os principais concorrentes.
Não há o que esperar. Rafinha precisa renovar. A direção do clube que se vire. Que arrume um patrocinador e que banque a renovação.
Ao torcedor mais inquieto, vale lembrar que Rafinha é acima da média no elenco Coxa, mas não milagreiro. Porque terá altos e baixos e isso precisa ser respeitado.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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