Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Reaprendendo a função de torcedor

Pelas redes sociais vejo que tem muita gente otimista com o último resultado de vitória contra o Vila Nova. E com muita razão. É preciso mesmo festejar, afinal, se não me engano e não exagero, foi a melhor partida do Coritiba este ano.

O time é outro com Eduardo Batista, além de Alisson Farias e Chiquinho, e com um pouco mais de otimismo Geovane, que deram uma outra cara ao time. Creio mesmo que Geovane deve ocupar o lugar de Alex Alves. Mas especialmente Alisson Farias que como já disse aqui, quem sabe seja o melhor meia atacante que tivemos depois que Alex deixou o futebol.

Ainda é possível perceber dois efeitos positivos que definem dois times, o de Sandro e o de Eduardo. Agora parece que o Coritiba retoma uma de suas místicas, fazendo valer o uso do mando de campo. Jogar no Couto sempre foi especial, só esta turma que veste o manto sagrado recentemente, parecia não saber disso. Agora sim, finalmente a mística parece ter sido entendida. Também parece que descobriram com Eduardo Batista que jogadas ensaiadas facilitam o caminho ao gol. Especialmente em cobranças de falta, como vimos nesta sexta-feira contra o Vila Nova. A fumaça na festa promovida antes da partida, quem sabe esteja nos trazendo alguma lembrança positiva e também tenha ajudado.

Mas também sei que já fui traído por este time em outras oportunidades, acreditando quando ainda não devia acreditar.

Este tobogã que vive o Coritiba nos últimos anos, ainda me deixa desconfiado. Mesmo assim ainda não me incluo entre os cornetas críticos, os radicais interessados apenas na politica do clube e que sempre serão do contra, até que seus interesses pessoais sejam atendidos.

Me incluo entre torcedores comuns, os que querem vitória a qualquer preço, com qualidade ou não, fora e dentro de casa, pelo menos neste momento em que precisamos sair deste buraco que é a Série B. Em quarto ou em primeiro lugar, pouco importa, interessa sair desta Série B. Uma coisa de cada vez.

Mas ainda vive em minha memória partidas recentes como foi contra o Boa Esporte, Parnahiba, na Copa do Brasil e a desastrosa estreia na segundona, contra o Sampaio Corrêa. Isso para falar apenas de jogos recentes.

Não perco meu senso crítico e não me iludo achando coisas absurdas que também leio e ouço por aí, muito conhecidas de todos.

Enfim, são sentimentos pessoais, mais aflorados quando o assunto é Coritiba e são relatados por torcedores apaixonados como todos somos.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (31)
Link copiado para a área de transferência