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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Reminiscências

Eu não torço só para o Coritiba. Torço por uma história, por inesquecíveis domingos ou quartas- feiras dedicadas a esta relação, durante anos.

Não torço só pelo Coritiba. Torço pelo Krüger que vive, pelo Zé, pelo Célio, pelo Tobi, pelo Nico...pelos atletibas jogados, pelo Coritiba de muitas histórias que se perdem e se misturam com outras histórias que cada um do nós viveu.

Pelo Coritiba de muitos atletas que vestiram a camisa Coxa em nosso nome, que em pouco mais de cento e tantos anos, ainda vive teimosamente na vida da gente. Capaz de encher um Couto com nenhum apelo, num Coritiba x Cuiabá, ou num Coxa x Ponte.

Torço pelo Coritiba das histórias que ouvi e não vivi, mas principalmente pelo Coritiba das histórias que vi. Porque são elas, somente elas que alimentam isso tudo.

Torço pelo Coritiba de muito ídolos, pelo Coritiba capaz de apaixonar, mesmo quando não empolga, como agora.

Torço pelo Coritiba que, inexplicavelmente resiste apesar da relação unilateral.

Torço por um Coritiba melhor que todos nós torcemos e merecemos. Torço, apaixonadamente, principalmente por dias melhores.

Torço, torço muito pela volta de dias melhores.

Torço!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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