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ArquibancadaSergio Brandão

Respeito ao torcedor

Estou cada mais convencido que Rogério Bacellar é um cara bem intencionado. Deve sofrer tanto quanto nós, mas precisa aprender, entre muitas coisas, também a conversar com a torcida.

Com um discurso pouco convincente, ainda muito próximo da velha política, mais preocupado em dizer coisas bonitas, do que de fato o que interessa, a sua assessoria divulga um material em vídeo, onde ele fala do grande acontecimento do dia, a permanência de Carpegiani no Coritiba.

Aliás, um dos poucos acertos de Bacellar nestes anos todos à frente do Coritiba. O grande ato falho vem na resposta da segunda pergunta feita pela repórter, quando ele diz que um dos planejamentos para 2017 “ Será errar o mínimo possível ”.

Pergunto: por que não dizer “tentar acertar o máximo possível”, senhor presidente? No mínimo o senhor nos passa uma ideia mais otimista em relação ao próximo ano, não acha? Aliás, positivismo que também anda em falta entre nós. É que tá mesmo difícil acreditar em dias melhores depois de tanto sofrimento. Durante anos, senhor presidente.

Seus defensores dirão que isso não importa e o que vale mesmo é que estamos garantidos na Série A do ano que vem e com Carpegiani já damos um grande passo para começar um ano melhor. Também acho, concordo. Como disse acima, renovar com Carpegiani foi um dos seus grandes acertos. Aliás, acho que há tempos não temos uma quase unanimidade dentro do Coritiba. Todos, ou quase todos torcemos por isso. E o senhor nos dá um grande alívio em relação a isto. A nossa imprensa esportiva, que nunca conta os fatos, apenas conjectura eles, já dava conta de muitos nomes para substituir Carpegiani. Nomes de arrepiar os cabelos da torcida. O senhor sabe disso. Tudo bem, passou, temos o Carpegiani garantido por um ano.

Mas e o resto? O conteúdo do time. Acertamos o comandante, mas e os comandados? A base será mantida? Quem fica, quem sai? Quem vem? Isso sim define o que teremos e seremos em 2017.

Se bem lembro, o senhor disse que 2016 ainda estaria acertando as finanças do clube. E que a torcida esperasse time só para o ano seguinte.

Não dá mais para esperar por um novo titulo estadual, senhor presidente. Não dá mais para ficar brigando pela parte debaixo da tabela, no brasileiro, todo ano, presidente.

O Couto está cada vez mais vazio. Os senhores estão espantando o torcedor. Parece que ainda não entenderam que não adianta mais promoção de ingressos, de chamamento de novos sócios, sem um time no mínimo razoável, coisa que não temos há anos.
Nos dê esta alegria, presidente Bacellar. O senhor terá a torcida do seu lado e casa cheia, se nos der o respeito que merecemos. Creia nisso.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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