Retomando o gosto pela vitória
Não é preciso me dizer que a sorte foi só um pequeno detalhe que também não nos ajudou a frequentar enormes buracos. Penamos durante anos pela nossa própria incompetência, má administração, contratações absurdas, toda aquela ladainha que conhecemos bem. Mas é preciso reconhecer que quando ela (bola) não quer entrar, a gente sabe que tudo vai ficar ruim porque ela não entra mesmo. Ainda olhamos para tudo isso. Título de Campeão de 2017, estreia no Brasileiro com goleada, tudo ainda é visto com alguma reserva. é que são anos trilhando o caminho do sofrimento.
Coritiba 4 x 1 Atlético- Go
Pra entender melhor o que quero dizer, é só se colocar no papel do Atlético GO, na partida de ontem. Também não estou dizendo que o Coritiba ganhou apenas com sorte, mas ela nos ajudou e não foi pouco.Até parece que mudou de lado.
Leve um conta que o Atlético- GO, não foi um adversário sem pretensões, que veio fechado para arrancar um ponto. Até chegou a ter algum domínio da partida em alguns momentos. Criou oportunidades de gol quando o placar ainda estava 0 x 0, teve um gol anulado injustamente. Naquele momento a partida ainda estava indefinida.
Mas também é verdade que teve um pênalti pro Coritiba não marcado pela arbitragem. E convenhamos, os 4 gols foram no mínimo estranhos. Não ousaria dizer que foram frangos, como estão classificando, mas que decidiram a partida, sem dúvida. Sim, mas teve o gol de Tomas Bastos, de falta, uma pintura. Bonito ... gol gostoso de comemorar.
O Coritiba venceu porque mereceu, também porque teve dois ou três jogadores que decidiram a favor, ditando o ritmo. Ninguém faz 4 gols só com sorte, por acaso. Entre a grata surpresa, que foi Tomas, arrisco dizer que Kleber tem se revelado além de um jogador de qualidade que sempre foi, num verdadeiro líder dentro de campo.
Não fui ao jogo. Vi agora cedo os melhores momentos, já sentindo uma ponta de inveja dos 11 mil torcedores que lá estiveram. É assim que se chama torcedor de volta pro estádio. Com futebol, com vitórias, dando alegria.
Quanto mais os dirigentes conseguirem se manter longe do noticiário, melhor. Quanto mais vermos dedicação e trabalho dentro de campo, mais estaremos juntos com o time.
Contra o Santos não espero um time covarde. O Coritiba precisa obedecer seu padrão tático, fazer vingar sua principal arma, que vem sendo a principal característica: pra frente, um time com tesão de vitória.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (51)
